(English) The mistake of promoting Touriga Nacional as the flagship varietal from Portugal

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  • Francisco Brito

    Ol, Oscar, no poderei estar mais de acordo, reduzir a imagem dos vinhos de Portugal a uma nica casta, no me parece de todo uma boa ideia. Parece-me que os consumidores procuram neste momento diversidade e novidade, com a diversidade de castas existentes em Portugal porqu a reduo a uma nica, no entendo de todo. Mas eu sou um leigo, falo somente pela minha experincia, pensava eu que esta aco Wines of Portugal era concertada com os produtores, pelos vistos no bem assim.

    Um abrao.

  • http://quevedoportwine.com/ Oscar Quevedo

    E depois h outra questo Francisco, que com a relativa reduzida quantidade que produzimos em Portugal de TN, rapidamente poderamos ficar sem stocks.

  • Thomas Kern

    Creating a “flagship varietal” is, in my opinion, another failure of Portuguese marketing. Instead of a deliberate reduction to a single grape, they should emphasize the diversity. However, I have to acknowledge the oustanding quality of Touriga Nacional. But Portugal should be promoted as it is: a comparably restricted country with a infinite offer of different “terroirs”, with a worldwide unique collection of autochtone grapes, as the Land of Touriga and Alvarinho (and so many more).

  • http://www.pistoynopisto.com pisto

    An amazing mistake. Even if Touriga Nacional was the most planted varietal in Portugal, they should promote the brands “Douro”, “Alentejo” or other DO/AOC/DOCG which cannot be used by other countries.

    That very same mistake was made by Spain with Albario, the white grape so widely used in Galice (and also wonderfully used in Portugal, FWIW). Now, there are Albario wines perfectly made in California, Australia and sooner than later in China. If you make “Albario” the important word in consumers’ minds, you are working for your competition.

    Nobody can make a Douro except those with plantings in Douro. Anybody can make Touriga Nacional and most of them will make it cheaper than those with terraced vineyards!

  • james

    I attended these events, and felt the same way you do, even while I was tasting. I think highlighting regional styles and traditional blends will help Portugal the most in the long run. Promote Dao wines like Rioja- they should be blended. Promote the Alentejo like Priorat- powerful and innovative. Touriga is a great grape, but mono-varietal marketing will run itself out, and do a disservice to the consumer who doesn’t know much about Portugal- they’ll think they’re getting traditional Portuguese wines.

  • http://quevedoportwine.com/ Oscar Quevedo

    Hi Pisto, that’s a tremendously valid point. We can’t protect the brand “Touriga Nacional”. But we have all our wine regions protected.

  • Luis Pato

    Bem sei que no tenho grande experiencia sobre marketing de vinho , mas nos ltimos 30 anos tenho assistido a muitas ondas de marketing e numa delas a ancoragem de um pas estava com uma uva que fosse adaptada ao gosto do consumidor internacional , sobretudo os que no tem uma consistencia qualitativa imaculada, como julgo no ser o caso de Portugal, como se pode ver nos vinhos presentes nos mercados tnicos espalhados por esse mundo. Embora a variedade de Portugal, no que diz respeito a uvas, seja imensa , nem todas elas podem “chamar ” a ateno dos consumidores internacionais como a TN- com os seus taninos redondos , seja a regio onde estiver plantada, com a sua expresso olfativa nica, e com a sua uniformidade qualitativa que rara em Portugal, talvez como resultado de ainda ser jovem em muitas regies, mas com uma progresso de ocupao de espao viticola notvel (basta olhar para a sua expanso no Alentejo e…. no Douro. Ser que usando a TN como PONTA DE LANA para depois de cativar o consumidor lhe servir em bandeja as nossas outras especialidades errado? Ser que s os blends so grandes vinhos? Borgonha nunca pode ser bom porque tem como base uma nica casta? H que tomar uma deciso mesmo que no seja unanime, mas isso um caminho que tem dado provas no Novo Muno , mas tambm no Velho Mundo- Austria , com diversas castas no alavanca a sua imagem no Gruner Veltliner?
    Da ignorancia no escapo porque nunca estudei marketing mas com a minha velhice vou seguindo as ondas da modas que se vo construindo. Peo desculpa por no escrever em ingls , mas isso resulta da minha incapacidade na lingua.

  • Thomas Kern

    Something is wrong in the discussion. I agree in protecting regional brands, like e. g. Dao. But what ist Dao? I know some excellent Quintas of that region, but are they really the same? With Douro it is even more evident. There is a process of individuel achievement, but not a common regional language. Rioja and Penedes are no models for Portugal to follow. Beware national marketing of such ideas.
    A good support should help small producers to find ways of exporting their wines. There is already so much official restriction, we do not need more in the disguise of “marketing”. Let them simply produce good wines.

  • http://quevedoportwine.com/ Oscar Quevedo

    Eng Luis Pato,

    Antes de mais obrigado por ter deixado os seus comentrios. Certamente que nem s de blends se fazem os bons vinhos e vrias so as regies representadas por uma nica casta. Mas a TN ainda tem uma presena discreta em Portugal e com uma idade mdia das vinhas ainda muito baixa. Vai demorar muitos anos at que possa haver uma oferta consistente e com volume suficiente para fornecer mercados como o americano ou ingls, caso estes viessem a ter um real interesse nos nossos vinhos.

    A TN uma grande casta, das que melhor se adapta s diferentes regies vitcolas nacionais, mas da at ser um representante legtimo de Portugal vai um grande passo. Como se pode ler no logtipo que recentemente foi adoptado para representar os vinhos de Portugal, a palavra “difference” define melhor Portugal que Touriga Nacional.

  • Pessoalmente ,no sendo especialista de marketing lido apenas indiretamente com os vinhos e sou apreciador, tenho que concordar com a Vini Portugal. preciso um porta bandeira, um destaque . No chega dizer que temos centenas de castas unicas . preciso mesmo “standartizar” os monovarietais ,mostrar em que que elas so boas e unicas. Os franceses fizeram o mesmo com as suas castas e chegaram mesmo a exporta-las (o que tambm ajudou propria promoo dos vinhos franceses ). No contacto que tenho tido com especialistas belgas , franceses , ingleses e outros ,os monovarietais que sempre se destacam so sempre os de Touriga Nacional, Trincadeira , Alfrocheiro Preto .
    Note-se que necessario Portugal afirmar-se como “pai” destas castas pois existe j TN em espanha, Australia e Brasil. Caso contrario pode acontecer-nos o que j hoje acontece com o Alvarinho versus Albarino. Muitos consideram a casta espanhola e pensam que agora esta tambm esta a ser plantada em Portugal. Parabens pelo site.

  • Hugo Rego

    Exmos Senhores,

    Penso que a opiniao dos consumidores ( pelo menos os de real interesse enfilo) nAo se traduz na nossa expresso quantitativa mas sim pela nossa afirmao qualitativa e diferenciadora. O que nos diferencia? Uma casta unica e capaz de funcionar como motor de arranque para todo o restante potencial abafado pelas produes quantitativas de outros pases de maior dimenso e expresso turistica, ou avanar com mais do mesmo apenas usando o Ser Portugus como o grande segredo?
    Assim, e como em tudo na vida, temos de tomar opes e na minha opinio nAo poderia estar mais de acordo em usar a TN como casta-bandeira de Portugal, concordando inteiramente com esta opo de PONTA DE LANA afirmado pelo Eng. Luis Pato. A marca Alentejo, Douro, Bairrada, etc, na minha opinio tem uma luta muito maior pela frente em que o grande “engenheiro” se chama Turismo de Portugal… esperemos que a sua obra de “engenharia” nos traga muito sucesso nos proximos 10 anos e entao a meus caros penso que temos a chave de ouro nas maos e poderemos abrir para o Mundo todas estas maravilhas que Portugal to timidamente esconde.

    uma opinio muito pessoal de um orgulhoso enfilo e por isso peo desculpa se fere alguma anlise tcnica.

    Ps: Muitos parabens pelo artigo e pelo site.

    Cordiais Cumprimentos,
    Hugo Rego

  • absurdo termos uma casta que represente Portugal, quando existem muitas castas autctones que s aqui so usadas na vinificao.
    Na vinificao poderemos dar primazia a algumas castas, mas devemos investigar a qualidade de outras no to importantes para a vertente alcolica mas sim na vertente aromtica, etc. Estas caractersticas podero ser um trunfo porque os outros pases so contaminados com a influncia do mercado e de opinies de enlogos que analisam o vinho ao seu gosto, sabendo-se que o mercado vincola no ser o mesmo daqui a 20 anos. Outro factor importante a moda dos vinhos tintos que no passado foram os brancos e futuramente pode mudar, levando a concluir que ter de haver um equilbrio tanto nas castas autctones tintas como brancas.
    De salientar ainda as alteraes climatricas que poder levar extino ou ao abandono de algumas castas que hoje so utilizadas em grande percentagem na vinificao.
    Devido a estes factores e a muitos mais, no devemos dar mais importncia a uma casta porque tudo muda no tempo e no espao, pois uma casa no se faz s com areia ou cimento.

  • Sinceramente, no creio que esta seja uma poltica de marketing adequada para o Pas, e digo isto por motivos diversos, mas muito simples. Primeiro, a promoo de uma casta, que embora muito digna e extendida pelo Pas, no comum a todas as regies. Segundo, o facto de que o carcter monovarietal no comum nos nossos vinhos, apesar de no ser algo que rejeite, visto at ser de uma regio (Medieval de Ourm), onde o vinho monovarietal (branco, Ferno Pires). Terceiro, precisamente por ser de uma zona de vinhos monovarietais creio que isso reduz muito os terroirs possveis, e a certeza minha, constatada, de que isso implica uma limitao da qualidade potencial de um vinho s condicionantes das varietais, ou seja, ns estaremos sempre obrigados produo de vinhos de gama mdia porque o melhor que daqui podemos extrair.
    Concluindo, a promoo das regies deve primar pelas suas caractersticas nicas e varietais especficas. Como sempre, havero regies mais e menos importantes, mas isso muda com o tempo e as tendncias, implicando que os locais assim sejam os que melhor se adaptem ao futuro.