Como enxertar videiras
A filoxera estableceu um novo paradigma na viticultura duriense e na de quase todas as regiões produtores de vinho. Desde 1850 que este mínusculo inseto de nome filoxera, que se alimenta de folhas e raízes de videiras um pé franco, ou seja, não enxertadas, alterou a maneiro como se plantam as videiras. Até então, a videira era plantada directamente no solo, tendo as suas próprias raízes, as quais eram vulneráveis à filoxera.
Para evitar que as raízes, e consequentemente, a planta fosse destruída pelo inseto, os viticultores começaram a plantar uma planta mais robusta e resistente à voracidade da filoxera. Nesta planta, também conhecida por americano porque foi dos EUA que veio a cura para a filoxera (tal como o próprio inseto tinha vindo umas décadas antes), é enxertada um garfo ou vide da casta que se pretende fazer crescer, como Touriga Nacional, Tinta Roriz ou qualquer outra.
A arte de enxertar é muito importante na viticultura, já que a partir desse momento teremos uma videira com capacidade para dar fruto de qualidade. O que quero partilhar convosco hoje é o modo como a enxertia se faz. Há as seguintes fases a saber, que constam do video acima:
- o porta-enxerto deverá ter sido plantado há pelo menos um ano
- o melhor momento para enxertar é umas semanas antes de iniciar o novo ciclo da videira
- corte uma vide com dois olhos, a crescer para cima para enxertar
- faça um corte horizontal no porta-enxerto, a cerca de 10 – 20cm do nível do solo para que a união fique tapada com terra
- faça um corte perpendicular no porta-enxerto onde vai inserir o garfo ou vide
- ate bem a união com ráfia
- dê um aperto final no garfo para ficar bem preso
- cubra o enxerto com terra e regue de duas em duas semanas durante 6 meses com uns litros de água
Dúvidas? Imagino que tenha algumas!
Oscar
Dia 27 de Janeiro é o dia Internacional do Vinho do Porto
Na Sexta-feira, 27 de Janeiro, será celebrado o dia Internacional do Vinho do Porto. O Center for Wine Origins está a organizar e a promover este evento de um dia, no qual qualquer um, em qualquer lugar, pode participar e fazer parte da celebração. A ideia por detrás deste evento prende-se com a importância de recordar aos consumidores que o Vinho do Porto, que representou cerca de 0,7% das exportações portugueses em 2011, é um vinho fortificado genuíno e singular, feito apenas no norte de Portugal, no vale do Douro. Há vários países que produzem imitações de Vinho do Porto, como os EUA, Argentina, África do Sul ou Austrália, criando confusão e dúvida no consumidor sobre qual é o original e qual é a cópia.
Nós vamos juntar-nos à comemoração do dia do Vinho do Porto promovendo atividades lúdicas no nosso armazém, na Rua de Santa Marinha 77, em Vila Nova de Gaia. Neste lugar, todos poderão provar diferentes estilos de Vinho do Porto e partilhar as suas experiências na internet, nas redes sociais. Para tal, haverá computadores disponíveis ao público, de modo que os visitantes possam divulgar a mensagem da celebração do dia do Vinho do Porto. E sempre utilizando #PortDay nas redes sociais.
O Center for Wine Origins foi fundado em 2005 pelas regiões vitivinícolas de Champagne, em França e do Porto/ Douro. Ambas são reguladas pelo sistema europeu de denominações de origem, que tem como desígnio garantir a autenticidade e qualidade aos consumidores. Esta organização representa o Comité Interprofessionnel du Vin de Champagne (CIVC), o associação que representa todos os produtores de Champagne e o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), a instituição que representa todos os produtores e engarrafadores de Vinho do Porto. Localizado em Washington, D.C., esta organização está envolvida em muitas atividades que têm por finalidade educar consumidores, políticos e os media sobre a importância de manter os rótulos das garrafas de vinho precisos.
Oscar
Água, onde estás?
Aqueles que visitaram o sul da Europa nas últimas semanas sabem bem o significado do título deste artigo. O tempo no vale do Douro, em Portugal, e também em muitas áreas do Mediterrâneo tem estado fabuloso. Céu limpo com o sol a brilhar desde o amanhecer até ao anoitecer, acompanhado de temperaturas amenas. Se não vivêssemos da agricultura, mais precisamente da viticultura, este seria o nosso clima de eleição. Mas sol a brilhar significa que não chove e as videiras precisam de água para esta nova temporada que está prestes a começar.
Estive a ver osdados nacionais de pluviosidade dos últimos meses do SNIRH e são realmente desapontantes. Quase ainda não choveu em Janeiro, em Dezembro choveu um terço da média de longo prazo, e pior, em todo o ano de 2011 a pluviosidade foi inferior a 50% da média anual dos últimos 70 anos.
Consequências: estamos em Janeiro, no pico do Inverno, e já estamos em seca moderada em todo o território do vale do Douro, segundo o Instituto Português de Meteorologia. Não são boas notícias de todo para o ano que está a começar. Para fazer bom vinho numa região quente como o Douro, as videiras necessitam de ter acesso a suficientes reservas de água no subsolo, o que agora não se verifica. Como deve estar recordado, a rega no Douro é proibida, sendo apenas permitida em certas e muito específicas condições. Esperemos assim que o bom tempo termine e que as negras e carregadas nuvens comecem a mover-se do Atlântico para interior, em direção ao Douro.
Oscar
Vindima no Douro pela Monique de Jager
Oscar Nota do Editor: O artigo que encontra em baixo foi escrito por uma amiga holandesa, Monique de Jager, que passou uma semana connosco durante a vindima de 2011. Desafiei-a a partilhar a sua experiência e aqui fica o relato. Se arriscar uma visita ao Douro em Setembro avise-nos. Oscar
Vindimas no Douro - fantástico mas duro periodo do ano para todas as adegas. O Eugène e eu (Monique) estivemos lá em Setembro de 2011
O meu irmão tem sido um apaixonado por Vinho do Porto nos últimos 3 anos. No ano passado ele conheceu o Oscar na Holanda, durante uma prova em Nieuwegein. O Oscar convidou o Eugène para vir à adega ajudar na vindima. Foi então que o Eugène começou a fazer os planos para a viagem ao Douro e quase um ano depois e a poucas semanas antes de partir para Portugal convidou-me. Tive que organizar a minha vinda com o meu marido (Ronald), filhos (Jelle e Sietse) e também no trabalho. Tudo acabou em bem! Eu fui a sortuda que teve a oportunidade de ir para o Douro com o meu irmão Eugène. Depois de um dia completo de trabalho no hospital – onde sou enfermeira – ao fim do dia deixámos Amesterdão num avião com destino ao Porto, chegando a tempo de levantar o nosso Clio no rent-a-car do aeroporto. Depois de uma curta noite no Hotel Ibis fomos fazer umas provas de Vinhos do Porto muito bons: Tawnies velhos e Porto Vintage. Escrevo tudo em maiúsculas pelo respeito que tenho pelo Vinho do Porto e pelo Douro.
Começámos a nossa viagem para a adega Quevedo em S. João da Pesqueira; o destino final na viagem ao Douro. Depois de duas horas e meia a conduzir, eram 18h quando chegámos à adega. Encontrámo-nos com o Oscar (junior) e Cláudia, irmã dele. Foi uma recepção calorosa de boas-vindas. O Oscar mostrou-nos a adega em linhas gerais e deu-nos a provar um Vinho do Porto. Apercebemo-nos que era um período de muita agitação. A vindima é a parte mais intensiva do ano. E ainda assim, a família estava amigável e aberta a receber-nos, sempre com tempo para mostrar as etapas da adega e os movimentos das uvas. Conhecemos também os pais do Oscar e da Claúdia. Fomos até convidados para jantar na quinta-feira da semana que por lá passámos. Foi muito agradável conhecer o Sr. e a Sra. Quevedo. Ficamos a conhecer bem esta família trabalhadora. Um dos amigos que conhecemos no encontro de fim-de-semana falou-nos do Oscar. Depois de acabar o curso na universidade, o Oscar trabalhou na banca. Mas depois mudou a carreira quando o avô morreu. O Oscar quis ajudar na adega e começou a trabalhar na empresa da família. Ele, o Oscar, mudou as coisas de um modo positivo. Encontrou o trabalho da vida dele. Passou a ser mais feliz do que nunca. A meio da tarde o Oscar trouxe-nos para a casa em Valongo dos Azeites. Foi fantástico ver uma casa tão elegante num ambiente tão bonito. Ficamos surpreendidos. A casa pertence à família. Tinha sido acabada de recuperar, podíamos ainda sentir o cheiro a tinta.
No dia seguinte tivemos de estar na adega às 7h. Foi-nos dado um par de tesouras para apanhar as uvas. E era tudo, era essa a ferramenta que precisávamos, e também um chapéu para o sol e as vestimentas certas o trabalho. Tivemos de trabalhar em lugares rochosos e inclinados. É um trabalho onde se faz muito exercício. É como ir ao ginásio e trabalhar os músculos. Bem, lá seguimos nós com o nosso Clio para a casa dos pais do Oscar. Durante o caminho ainda vimos um lindo amanhecer. Aí conhecemos o pai do Oscar, o Sr. Quevedo, Oscar Quevedo. Com o seu jipe e outro pessoal da Roménia e Bulgária fomos para a vinha. Era um lugar rochoso, apertado e com caminhos sinuosos. Gostámos muito da vista. Ao princípio, cerca das 7.30, estava fresco nos valados mais altos. Mas depois, quando o sol subiu e os raios começaram a fazer o seu trabalho, tornou-se, de um momento para o outro muito quente.
Foi um grande momento quando apanhámos as primeiras uvas. Era aquilo que tínhamos vindo. Apanhar uvas, a vindima na Quevedo. Deu-nos energia extra. Foi também muito interessante trabalhar com pessoas estrangeiras. O objectivo deles era bem diferente do nosso. Dois mundos separados. Fez-me pensar nas diferenças no mundo também. Temos muita sorte no estilo de vida que temos aqui na Holanda e na maneira como pudemos visitar Portugal do modo que o fizemos.
A parte mais engraçada é que quando o Eugène começou a cortar o primeiro cacho de uvas, cortou o dedo, começando a sangrar. Parecia mas não era líquido das uvas, era sangue de verdade. Envolvi o dedo dele numa compressa artesanal e teve de contentar-se com isso porque ninguém levava pensos rápidos. Durante a tarde aconteceu-me a mim… Por sorte foi a última vez que nos cortámos porque à tarde decidimos comprar luvas de jardinagem numa loja em S. João da Pesqueira. Gostei tanto das luvas e das tesouras que comprei uns pares para trazer para a Holanda, para os meus amigos e para mim. Às 9.30 fizemos uma pausa de meia-hora. Os Oscares pai e filho levaram-nos até à vila onde nos serviram uma chávena de café e pastelaria deliciosa. Portugal é famoso pela sua pastelaria! Pude agora confirmar que é verdade! De regresso à vinha começámos a segunda parte do dia a apanhar uvas. Quando uma parcela terminou, o Oscar levou-nos para outro lado da quinta; era realmente montanhoso; de vez em quando um buraco. De repente ficamos presos e o jipe quase se virou. Por sorte uns homens fortes e valentes voltaram a meter o carro em quatro rodas.
Entre as 13h – 14h almoçámos e depois do almoço fizemos uma grande sesta no cimo da quinta. Entre as 14h – 17h fizemos a última etapa de vindima do dia. Quando terminámos às 17h, era hora dos vindimadores irem para casa descansar e preparar-se para o próximo dia, mas para a família Quevedo era diferente; a parte mais importante do trabalho estava a começar sem sinais de hora para terminar. Até durante a noite havia que controlar a fermentação para finalmente se fazer autêntico Vinho do Porto e Douro.
As mais fantásticas coisas serão feitas aqui, na adega pela Cláudia. Claro que não haveria Vinho do Porto sem o trabalho conjunto do Oscar júnior e sénior. E sempre sem esquecer a mãe que sem se ver organiza as coisas na família.
Agora dizemos obrigado pelo maravilhoso tempo que passámos convosco, pela vossa hospitalidade e simpatia. Adorámos apanhar uvas e ainda mais beber o Vinho do Porto. Na Holanda o Porto Quevedo está à distância de um pequeno passeio de nossa casa. Assim, estamos sempre próximos do Porto Quevedo e podemos manter a memória fresca desta fantástica experiência que passámos com a família Quevedo no Douro.
Monique de Jager
Atlas do Vinho de Oz Clarke – a minha prenda de Natal
O Natal já lá vai, mas vamos voltar às prendas que ele nos trouxe, não este ano mas há uns dois anos atrás quando recebi o Atlas do Vinho de Oz Clarke. Ainda que tenha sido a minha prenda preferida desse Natal, deixei-a muitos meses no meio de tantos outros livros. Na semana passada, sem nenhuma razão que o justificasse, decidi resgatá-lo do pó da estante e folheá-lo.
Sempre aprendemos alguma coisa com a leitura de um livro ou de uma revista, ou mesmo do catálogo do supermercado. Os livros que mais prazer nos dão são aqueles que nos agarram durante horas, que nos levam para longe e não nos deixam voltar. O Atlas do Vinho de Oz Clarke é um desses. Antes de começar a ler, pensei que fosse animado mas ligeiro e um pouco simples. Estava totalmente enganado. O Atlas do Vinho é na verdade muito completo e detalhado. O Douro é referido várias vezes pelo clima, solo ou paisagem e sempre com muita precisão. É um grande guia para principiantes e para conhecedores mais avançados. Recomendo verdadeiramente. Desligue a televisão mais cedo e não tenha medo de o abrir. Vale bem a pena o seu tempo e os seus amigos vão agradecer da próxima vez que lhes ensinar mais alguns detalhes numa prova de vinhos.
Oscar
Os meus 12 desejos climáticos para 2012
1. 2012 deveria começar com um nevão de 5cm em Janeiro para pintar tudo de branco
2. um Fevereiro muito frio para ajudar os vinhos a limpar
3. um mês de Março com muito sol para que as amendoeiras em flor fiquem ainda mais bonitas
4. em Abril águas mil, e assim teremos reservas de água no solo para fazer face ao calor de Verão
5. Maio ameno e seco, sem as doenças que nos afectaram em 2011
6. pelo menos um dia limpo e quente em Junho, para que dia 24, no dia de S. João, no Porto, a regata de rabelos no Douro navegue bem
7. Julho quente e seco, onde quer que eu vá de férias
8. dois dias de chuva em Agosto para reidratar as videiras
9. uma vindima feliz só se consegue com um Setembro ameno e seco
10. nevoeiro e frio em Outubro ajudam as azeitonas a acabar de amadurecer
11. Novembro que comece soalheiro fazendo jus a São Martinho
12. qualquer coisa para Dezembro está bem, desde que nos sintamos felizes pelos 11 meses que passaram
Oscar
Paragem de fermentação, trabalho durante o Natal
Estamos em Dezembro, bem perto do dia de Natal, mas ainda temos um vinho tinto a fermentar na adega. Sinceramente, não é nada bom sinal. A fermentação alcoólica do vinho parou antes de todos os açúcares terem sido transformados em álcool, o que nos deixa numa situação complicada. Tanto que, se o açúcar que permanece no mosto for transformado pelas bactérias láticas em ácido acético, então teremos vinagre em vez de vinho.
Dito isto, o que estamos a tentar fazer é reiniciar a fermentação alcoólica, inoculando o mosto com leveduras seleccionadas de modo a que possam transformar o açúcar em álcool. Se isto correr bem, posso garantir que vamos ter um vinho delicioso, já que o mosto cheira muito bem.
Como devem saber, as leveduras necessitam de uma temperatura ideal de fermentação entre 18º e 21º. A temperatura exterior está perto dos 0ºC. Precisamos de aquecer o mosto antes de colocarmos as leveduras, para que não morram de hipotermia!
Vai ser um Natal diferente este ano, com vinho ainda a fermentar. Cruzem esses dedos!
Oscar
Alto Douro Vinhateiro – 10º aniversário da classificação da UNESCO
Hoje é um dia especial para o Douro. Há dez anos atrás a UNESCO classificava o Alto Douro vinhateiro como património da humanidade pela sua longa história de produção de vinho por parte de agricultores locais, durante mais de 2.000 anos. Mas o que realmente deu nome ao Douro foi o Vinho do Porto, cujos primeiros registos de comercialização datam de 1675, com a Holanda. Em 1756 veio a delimitação e regulamentação e desde então o Vinho do Porto faz parte da cultura de muitas famílias um pouco por todo o mundo.
Nestes dez anos, desde a classificação da UNESCO, muitas coisas mudaram no Douro. A qualidade da viticultura, da vinicultura e do alojamento dos turistas melhoraram significativamente. E o turismo é, na minha opinião, o próximo grande desafio do Douro. Tirar partido do potencial da região e desenvolvê-la com um destino exclusivo e de apaixonados e o que nos deve ocupar a todos os que estamos envolvidos na actividade diária do Douro. E UNESCO tem dado uma grande ajuda.
Consulte o programa das comemorações que têm lugar no Peso da Régua.
Oscar
Vinho do Porto no Canadá e os desafios do LCBO
No mês passado visitei pela primeira vez o Canadá. Estive em Toronto durante a Gourmet Food & Wine Expo, um evento para o consumidor final dedicado à prova de vinhos e comida. É uma feira curiosa, onde as pessoas pagam alguns dólares por uma pequena prova de vinho ou de um canapé exótico.
No mercado canadiano o retalho do vinho é feito essencialmente através das lojas do LCBO – Licor Control Board of Ontario, uma empresa pública canadiana. Para além dos restaurantes e dos hotéis, a única entidade com lojas de venda ao público é o LCBO, tornando-o num dos mais poderosos e importantes compradores de vinhos no mundo. Deste modo, a lista de vinhos disponíveis nas lojas do LCBO é baseada na percepção que os gestores dos diferentes tipos de vinhos têm sobre as preferências do consumidor. Há ainda a possibilidade para o grande público de adquirir vinhos directamente dos agentes que representam os produtores de vinho no mercado canadiano. Mas falamos de volumes baixos.
Na feira houve um espaço dedicado a provas temáticas. Uma dessas provas, Fortified Finale, foi guiada por Claudius Fehr, um antigo gestor de produto do LCBO, especializado em Vinho do Porto. Tive o prazer de ser convidado por ele para apresentar os nossos Vinhos do Porto. Mas em vez de falar dos nossos vinhos, prefiro partilhar um vídeo que fiz do Sr. Fehr a comentar um Porto Tawny, da Quinta da Pedra Alta, um produtor de Alijó, o qual se encontra disponível para compra no LCBO. E é um bom Vinho do Porto!
Se tiver alguma dúvida sobre as especificidades deste mercado avise que eu tentarei ajudar. Ou então pedimos ajuda ao meu amigo Steve Santos, que vive em Toronto e que está por dentro do mercado.
Oscar
Universidade de Harvard recebe o Douro e o Vinho do Porto
Hoje estive num daqueles lugares que não sabemos ao certo se teremos a possibilidade de conhecer durante a nossa vida, ainda que saibamos que realmente gostávamos de o visitar. É um lugar respeitado pela sua história, tradição e importância na sociedade. Esse lugar é a Universidade de Harvard. Aqui, tive a oportunidade de, em conjunto com o meu amigo Luiz Alberto do The Wine Hub, dar um seminário sobre Vinho do Porto e o Douro. Tudo veio do nada (como quase todas as boas coisas da vida), quando fui confrontado com a possibilidade de vir até Cambridge, Massachusetts, partilhar com o Clube de Vinhos da Faculdade de Direito da Universidade de Harvard o que é o Vinho do Porto, onde é o Douro e o que têm ambos de tão especial.
Tudo isto resultou numa experiência fantástica. Os estudantes presentes estavam muito curiosos e interessados em saber mais sobre o Vinho do Porto. Alguns são já coleccionadores, mas outros havia que o provaram pela primeira vez. Tendo visto as caras e sentindo o entusiasmo destes jovens e hábeis futuros juízes, advogados deputados ou empreendedores, acredito terminantemente que o futuro do Vinho do Porto continuará a ser longo e brilhante, tal como tem sido até agora. Há dias especiais, e hoje sinto que é um desses dias. Saúde!
Oscar









Em 1991 Quevedo fez-se marca, sucedendo a gerações de dedicada paixão pela vinha e pelo vinho. Desde então fundámos a nossa estratégia na sabedoria dessa tradição. Assim, para garantirmos as melhores uvas ano após ano, começámos por estender as nossas vinhas até aos 100 hectares que hoje cultivamos nas férteis regiões de Cima-Corgo e Douro Superior; e para honrarmos (ou dignificarmos) o seu incomparável sabor, ampliámos e equipámos a adega com tecnologia vinícola de ponta, sob a direcção da enóloga da família, a Cláudia. O resultado são vinhos que sabem ao xisto onde nasceram, ao sol que os amadureceu, à gente que os colheu. Com mais de um século de vida dedicada ao vinho, Quevedo é muito mais que uma marca, é uma família que vive para o vinho e se orgulha de oferecer ao mundo o melhor que o Douro tem.