Sobre a família Quevedo

Os donos, Oscar Quevedo e Beatriz Morais Quevedo, provêm ambos de famílias com uma longa e rica história na produção de uvas e de vinho do Porto. Do lado da família do Oscar, a tradição de produção de vinho remonta a 1889, quando o nosso antepassado Abel Gouveia Costa plantou as primeira videiras em Valongo dos Azeites, S. João da Pesqueira. Foi depois seguido pelo seu filho, Raúl Gouveia Costa, que trouxe prosperidade ao negócio. Segue-se João Batista Quevedo, genro de Raúl e pai de Oscar, que continuou a expandir a plantação de vinhas para novas propriedades.

O lado da Beatriz tem as suas raízes na margem norte/direita do rio Douro, na aldeia de Linhares de Ansiães, em Carrazeda de Ansiães. A principal propriedade da família é a Quinta da Alegria, com uma estação de comboio que toma o nome da quinta. No início dos anos 80, a Beatriz e o Oscar decidem ir viver e trabalhar para S. João da Pesqueira: Beatriz era médica no hospital local e o Oscar advogado e conservador. Ao manterem um contacto próximo com o cultivo da uvas e produção de vinho, acabaram por se apaixonar por estas artes. Durante os anos 80 aumentaram a área de produção e no início dos anos 90 construíram a adega que serve agora a empresa. Têm dois filhos, a Cláudia e o Oscar que seguiram a paixão dos pais pelas uvas e pelo vinho e trabalham também na empresa familiar.

Oscar

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Olá eu sou o Oscar, o fundador da Quevedo. Nasci na Vidigueira, Alentejo em 1946. Estudei Direito em Coimbra, onde conheci a minha mulher Beatriz. Vivemos em S. João da Pesqueira, no Douro, desde 1982.

Quando era adolescente, costumava passar as férias com o meu avô em Valongo dos Azeites, ajudando na vindima e aprendendo tanto quanto podia com ele. Ele era uma verdadeira enciclopédia. Esses anos com o avô Raúl marcaram de forma indelével a minha juventude e a partir daí quis sempre seguir a arte da produção de vinho. Durante os primeiros anos da minha carreira fui advogado e conservador, empregos que combinava com os projetos vitivinícolas, na produção de uvas e de vinho do Porto. Comprei a primeira vinha em 1977 e em 1983 realizámos o primeiro grande projeto das nossas vidas: plantámos a Quinta Vale d’Agodinho. Em 1990, depois de muitos anos a ajudar o meu pai, João, a fazer vinho do Porto na adega dele, construímos uma nova adega, que ainda hoje é a nossa base. Em 1991 fizemos o primeiro vinho do Porto nesta nova adega, o que representou uma nova era para a família, uma vez que começámos a engarrafar vinho do Porto com a nossa marca de família.

Desde então temos expandido a nossa área de vinha para os atuais 112 hectares de vinha e 25 de olival, estes, inteiramente em regime biológico.

Oscar Jr.

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Eu sou o Oscar Jr. e dedico-me às vendas na Quevedo. Nasci em 1983 e passei a minha juventude em S. João da Pesqueira entre videiras e pipas, onde os meus pais e as três gerações anteriores a eles têm produzido vinho do Porto.

Em 2001 estudei Economia na Universidade do Porto até 2005, altura em que fui trabalhar para a banca em Lisboa. Mais tarde fui para Genebra e em 2007 para Madrid. Quando em 2009 morre o meu avô João, ele que era o meu mentor das coisas do Vinho do Porto, decidi voltar a Portugal. Desta vez já não para continuar na banca mas para me juntar ao projeto familiar. Vivo desde então no Porto com a minha mulher Nadia e o nosso filho Marc.

Claúdia

Claudia Quevedo

Depois de passar a minha infância em S. João da Pesqueira e parte da juventude em Coimbra, iniciei o curso de Enologia em 1994, na universidade de Vila Real. Quando terminei o curso em 1998, estive seis meses na Barros & Almeida, um produtor e comerciante de vinho do Porto, em Vila Nova de Gaia. Regresso depois a S. João da Pesqueira para iniciar os trabalhos de enóloga na empresa familiar na colheita de 1999. Foi uma primeira vindima com muito trabalho devido aos grandes rendimentos das videiras nesse ano.

Desde então tenho feitos os vinhos do Porto e Douro na Quevedo, até 2013, altura em que a Teresa Batista ficou responsável pelos vinhos do Douro.

Vivo a 1 km da adega com o meu marido Fernando e os nossos filhos Beatriz e João. Quando não estou a fazer lotes de vinho do Porto ou à volta das pipas, é bem possível que esteja a brincar com os meus filhos, e cães, ou então a ler livros de história ou a ver algum filme. Mas futebol não estarei certamente a ver!