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	<title>Quevedo Port Wine &#187; Quevedo &#124; Author Archive &#124; Port Wine Producer in the Douro Valley of Portugal</title>
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	<description>Port Wine Producer in the Douro Valley of Portugal</description>
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		<title>(English) Quevedo Declares 2016 Vintage Port</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jun 2018 07:23:53 +0000</pubDate>
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		<title>(English) Wines for the holidays</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Dec 2017 14:22:38 +0000</pubDate>
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		<title>O que faz um negócio de família?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Nov 2017 09:03:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Quevedo]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[About Quevedo]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://quevedoportwine.com/pt/what-makes-a-family-business/"><img align="left" src="http://quevedoportwine.com/wp-admin/media-upload.php?post_id=5753&type=image&TB_iframe=1" width="200px" height="150px" /></a>“Quevedo é um negócio familiar no ramo do vinho” Sim, mas afinal, muitas famílias fazem vinho. Para os Quevedo, ser um negocio familiar no ramo dos vinhos significa muito mais do que o simples facto de membros da família estarem envolvidos na empresa.&#160;<a href="http://quevedoportwine.com/pt/what-makes-a-family-business/" class="link-more">READ MORE</a>]]></description>
	<a href="http://quevedoportwine.com/pt/what-makes-a-family-business/"><img align="left" src="http://quevedoportwine.com/wp-admin/media-upload.php?post_id=5753&type=image&TB_iframe=1" width="200px" height="150px" /></a>			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://quevedoportwine.com/pt/what-makes-a-family-business/"><img align="left" src="http://quevedoportwine.com/wp-admin/media-upload.php?post_id=5753&#038;type=image&#038;TB_iframe=1" width="200px" height="150px" /></a>“Quevedo é um negócio familiar no ramo do vinho” Sim, mas afinal, muitas famílias fazem vinho.</p>
<p>Para os Quevedo, ser um negocio familiar no ramo dos vinhos significa muito mais do que o simples facto de membros da família estarem envolvidos na empresa. Há muitas pequenas histórias e detalhes familiares que desenvolveram os sabores dos nossos vinhos e a base do nosso negócio que não são muito obvias. Aqui vão alguns desses casos:</p>
<p>Porquê que os Portos Quevedo são um pouco mais secos que o normal?</p>
<p>Uma vez eu fiz esta pergunta ao meu avô João Quevedo e nunca me vou esquecer da resposta dele! Ele disse que o açúcar esconde os sabores. O açúcar funciona como maquilhagem, escondendo o que está por trás, bons e maus sabores. “Se acreditas nas tuas uvas e no teu Porto”, disse ele, “porquê fazer um Porto tão doce? Deixa o açúcar das uvas fermentar um pouco mais, deixa os teus Portos um pouco mais secos e vais ter mais expressão da tua fruta”.</p>
<p>Altos e baixos de um negócio familiar</p>
<p>Aconteceram alguns eventos durante o último século que afetaram a evolução do negócio da família. Um desses eventos aconteceu ao meu bisavô Raul, quando um comerciante estrangeiro, com um negócio em Vila Nova de Gaia e que comprava vinho do Porto à minha família, faliu. O comerciante ficou a dever os últimos dois vintages à minha família e, certamente, a outras também.<br />
Esta grande perda de dinheiro do nosso pequeno negócio, criou um drama financeiro e emocional dentro da nossa família e o meu avô acreditou que esse contratempo, tão tarde numa vida sempre a lutar para construir um negócio familiar, afetou fortemente o seu sogro Raul. E foi esta uma das razões que, assim que as leis o permitiram, nos anos 80, a família Quevedo decidiu estabelecer a sua própria marca de vinho, para produzir e vender os vinhos acabados, e não vender todas as nossas uvas ou vinhos inacabados/de vindima para os grandes exportadores de Porto.</p>
<p>A mãe não precisa de saber tudo</p>
<p>Quando as pessoas me perguntam quando é que eu comecei a provar Porto, eu respondo que não me lembro muito bem quando é que isso foi. Talvez com 4, 5 ou 6 anos. Lembro-me de ir à casa do meu avô. Ele dava-me bolachas acabadas de fazer e partilhava comigo algumas gotas do seu vinho do Porto que tirava de um pipo que tinha na cave da sua casa. Eu apenas tomava um ou dois pequenos goles, mas era o suficiente para me fazer sorrir e sentir o doce perfume das uvas.<br />
Contudo, por uma razão que só agora percebo, durante alguns meses ou talvez anos, não havia mais provas de Porto enquanto comia uma bolacha na casa do avô João. Eu acredito que isso aconteceu porque eu disse aos meus pais, durante o jantar, que o avô João dava-me umas gotas de Porto enquanto comia uma bolacha. Depois desse dia, quando a minha mãe olhou furiosa e sem dizer uma palavra para o meu pai, acabou-se o Porto e as bolachas na casa do avô.</p>
<p>Tanto aquela sensação feita por aqueles primeiros goles, como a perda dos mesmos durante alguns anos, depois de ter contado à minha mãe, fazem parte do que me fez apreciar vinho do Porto enquanto crescia e me puxou para este negócio agora em adulto.</p>
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		<title>A Bela e o Monstro &#8211; Prova de 15 Porto Vintage de 1983</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2015 11:58:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Quevedo]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nota do Oscar: Em setembro de 2013 co-organizámos uma prova de Porto Vintage de 1983 na nossa adega, a par com o nosso amigo Christopher Pfaff. Christopher está a cargo do website Passion for Port na Alemanha e generosamente doou quase todas as&#160;<a href="http://quevedoportwine.com/pt/the-beauty-and-the-beast-tasting-of-15-vintage-ports-from-1983/" class="link-more">READ MORE</a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="color: #0000ff;">Nota do Oscar: Em setembro de 2013 co-organizámos uma prova de Porto Vintage de 1983 na nossa adega, a par com o nosso amigo </span></i><span style="color: #0000ff;"><i>Christopher Pfaff. </i><i>Christopher está a cargo do website Passion for Port na Alemanha e generosamente doou quase todas as garrafas provadas. Considerando o quão bem correu a prova, desafiei o </i><i>Christopher para escrever um artigo sobre a prova para o nosso site. Obrigado </i><i>Christopher por contribuíres com as tuas ideias e espero que façamos una nova prova de Vintage de 1983 dentro de nove anos ou por aí.</i></span></p>
<p>Às vezes temos uma relação especial com uma ou outra vindima. No meu caso é o que acontece com a de 1983, o ano do meu nascimento. Ainda que não sejam raras as vezes em que provo vinhos desta vindima, uma prova horizontal com vinhos de diversos produtores é um evento raro. Em Setembro de 2013 organizámos uma desta provas no Douro, na Quevedo, para honrar o 30º aniversário dos Vintages de 1983.</p>
<p>Oscar Quevedo &#8211; filho &#8211; também nasceu em 1983, tendo assim igualmente uma relação especial com este ano. Daí a razão pela qual pedi para completar as seguintes frases:</p>
<p><strong>Os Portos Vintage de 1983&#8230;<br />
</strong>OQ: o melhor Vintage alguma vez produzido!!</p>
<p><strong>O que é especial nos vinhos desta vindima é&#8230;</strong></p>
<div>OQ: elegância e persistência</div>
<div></div>
<div><strong>O meu vinho favorito de 1983 é&#8230;</strong></div>
<div><em>OQ: Gould Campbell</em></div>
<div></div>
<div><strong>Na Quevedo a vindima de 1983 foi&#8230;</strong></div>
<div><em>OQ: O meu pai diz que não foi evidente que ia tornar-se num ano tão bom, apenas alguns meses depois da vindima, quando chegou o inverno, os Vinhos do Porto começaram a mostrar complexidade e intensidade de aromas que podemos ainda sentir nos dias de hoje.</em></div>
<div></div>
<div><strong>A primeira vez que bebi um vinho de 1983 foi em&#8230;</strong></div>
<div><em>OQ: provavelmente no início de dos anos 90</em></div>
<div></div>
<div><strong>A ocasião perfeita para beber um Porto Vintage de 1983 é&#8230;</strong></div>
<div><em>OQ: em cada festa de aniversário.</em></div>
<div></div>
<p><a href="http://quevedoportwine.com/wp-content/uploads/2015/07/MG_7136-300x199.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5220" src="http://quevedoportwine.com/wp-content/uploads/2015/07/MG_7136-300x199.jpg" alt="MG_7136-300x199" width="300" height="199" /></a>Clima e informação geral: 1983 foi um ano excecionalmente seco, com um inverno muito longo e um verão e outono quentes, o que trouxe grande variações aos vinhos produzidos. Alguns produtores sofreram muito com esta vindima, incluindo a Cockburn. O 1983 deles resulta numa &#8220;Bela e o Monstro&#8221; &#8211; é preciso abrir a garrafa para perceber qual dos dois saiu.</p>
<p>Inicialmente, os 83 eram compactos e duros, um estilo pouco atrativo comparado com o concentrado e frutado 1985. Por esta razão, a vindima de 83 permaneceu na sombra do seu grande irmão. Há, contudo, uma agradável variável para os consumidores, o preço. O preço é ainda económico apesar de terem passado quase 30 anos depois do engarrafamento. Os vinhos permanecem austeros e muitos mantêm as notas de café e chocolate.</p>
<p>Em 1983 não foram produzidos vinhos realmente excecionais, mas sim uma razoável seleção de Portos muito bons. Além disso, apresentam-se numa fase de maturação boa para consumir com um rácio preço/prazer atrativo. Os melhores vintages deverão continuar a envelhecer bem durante as próximas duas a três décadas.</p>
<p>Para os que gostam de estatísticas: depois da prova cada participante, nos quais se incluem alguns enólogos como a Maria Maia e o Jorge Pintão da Poças, a Cláudia Quevedo e o Carlos Raposo da Niepoort, pontuaram os vinhos. De um a três pontos para os três vinhos preferidos. O &#8220;Vinho da Noite&#8221; foi o Gould Campbell (com 22 pontos) seguido do Niepoort (com 14 pontos), Taylor (8 pontos), Quarles Harris e Graham (7 pontos cada). A prova foi semi-cega, e as minhas notas de prova &#8211; listadas abaixo &#8211; estão por ordem alfabética.</p>
<ul>
<li>Borges: cor muito madura, com distintas nuances de castanho; Na boca é elegante e bem maduro. Sem nada de errado e muito agradável para beber já. 17</li>
<li>Chruchill &#8211; Quinta da Água Alta: O único Porto Vintage que refere ser produzido a partir de uvas de uma única Quinta (Single Quinta) e apenas o segundo Vintage deste produtor, depois de 1982. A cor apresenta um vermelho tijolo maduro, nariz muito discreto. Na boca é ligeiro e elegante, fruta madura com boa acidez e álcool bem integrado. Para beber já, muito bom para um Single Quinta. 17</li>
<li>Cockburn: Não mostrou o seu potencial, mas isso apenas o sei pelo que me disseram, porque até agora todas as três garrafas que bebi não eram ótimas. 16</li>
<li>Dow: Cor vermelho ruby ligeiramente envelhecido, estrutura linda, complexo e harmonioso; muitas notas de chocolate e frutos de baga maduros. Mais seco que os outros. Bom equilíbrio de acidez. Ainda que o Dow 80 seja melhor, o 83 continuará a envelhecer por mais duas décadas. 18</li>
<li>Fonseca: Vermelho ruby muito bem maduro, ainda fechado na boca, precisa de arejar. Acidez relativamente presente, muito elegante, bom nível médio. 17</li>
<li>Gould Campbell: Grande Porto, ainda com uma cor escura em muitos tons avermelhados. Muito frutado, encorpado. Começa agora a amadurecer, tem boa acidez e um final longo. Para mim nesta noite foi só batido pelo Graham. 18+</li>
<li>Graham: é também um dos Portos da prova com cor mais intensa. Precisa de muito tempo e de ar. Muito bom, encorpado, nível médio de açúcar, fresco e frutado. Complexo com notas de erva e de café. Na minha opinião certamente um dos melhores Graham dos anos 70 e 80. Continuará a envelhecer bem, final longo. 18+</li>
<li>Kopke: Garrafa com defeito. De uma boa garrafa, como provei há uns meses, podemos esperar elegância, bem evoluído, com uma clara doçura. NR</li>
<li>Messias: Uma agradável surpresa, já que não me lembrava muito bem deste Porto. Igualmente cor muito evoluída. Elegante na boca com agradáveis notas de café e aromas salgados, agora numa fase muito agradável. 17</li>
<li>Niepoort: Bonita cor, de acordo com o envelhecimento, ligeiramente mais escuro que o Fonseca. Na boca é um pouco mais doce, aromas a fruta mais recente e notas ligeiramente tostadas. Bela estrutura, final médio-longo. 17+</li>
<li>Quarles Harris: Bonita cor ruby madura, boca agradável. Corpo ligeiro, bem desenvolvido, Porto sem nada de errado, mas falta-lhe alguma coisa de especial. 17</li>
<li>Ramos Pinto: Bela cor, um dos Portos mais escuros da prova. Aroma ainda fechado, precisa de arejar. Na boca é encorpado, fresco, boa acidez, intenso com muitos aromas a fruta e um final médio-longo. Um dos meus favoritos desta vindima. 18</li>
<li>Real Companhia Velha: Defeito. Não bebível. NR</li>
<li>Taylor: Vermelho ruby bem maduro. Boa estrutura, muito agradável para beber já, harmonioso e equilibrado. Aromas a fruta madura, bem envelhecido. Creio que deverá ser bebido na próxima década. 18</li>
<li>Warre: Cor escura mas com nuances acastanhadas. Nariz fechado. Porto muito bom, bem elegante e maduro, doçura evidente, com notas de café e por trás aparece o chocolate preto. O álcool está perfeitamente integrado. Final médio. 18+</li>
</ul>
<p>Muito obrigado uma vez mais ao Oscar e Cláudia Quevedo pelo espaço e belo churrasco.</p>
<div>
<div>
<div>
<div>
<div>Christopher Pfaff</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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