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	<title>Quevedo &#187; Sustentabilidade</title>
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		<title>Água, onde estás?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 10:33:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oscar</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><a href="http://quevedoportwine.com/wp-content/uploads/2012/01/SPI-12-meses.jpg"><img class="alignleft  wp-image-2815" title="SPI 12 meses - moderate drought in the Douro" src="http://quevedoportwine.com/wp-content/uploads/2012/01/SPI-12-meses.jpg" alt="" width="364" height="586" /></a>Aqueles que visitaram o sul da Europa nas últimas semanas sabem bem o significado do título deste artigo. O tempo no vale do Douro, em Portugal, e também em muitas áreas do Mediterrâneo tem estado fabuloso. Céu limpo com o sol a brilhar desde o amanhecer até ao anoitecer, acompanhado de temperaturas amenas. Se não vivêssemos da agricultura, mais precisamente da viticultura, este seria o nosso clima de eleição. Mas sol a brilhar significa que não chove e as videiras precisam de água para esta nova temporada que está prestes a começar.</p>
<p>Estive a ver os<a title="pluviosidade no Douro" href="http://snirh.inag.pt/index.php?idMain=1&amp;idItem=1.1">dados nacionais de pluviosidade dos últimos meses do SNIRH</a> e são realmente desapontantes. Quase ainda não choveu em Janeiro, em Dezembro choveu um terço da média de longo prazo, e pior, em todo o ano de 2011 a pluviosidade foi inferior a 50% da média anual dos últimos 70 anos.</p>
<p>Consequências: estamos em Janeiro, no pico do Inverno, e já estamos em seca moderada em todo o território do vale do Douro, segundo o <a title="Instituto Português de Meteorologia" href="http://www.meteo.pt/pt/oclima/observatoriosecas/spi/monitorizacao/situacaoatual/">Instituto Português de Meteorologia</a>. Não são boas notícias de todo para o ano que está a começar. Para fazer bom vinho numa região quente como o Douro, as videiras necessitam de ter acesso a suficientes reservas de água no subsolo, o que agora não se verifica. Como deve estar recordado, a rega no Douro é proibida, sendo apenas permitida em certas e muito específicas condições. Esperemos assim que o bom tempo termine e que as negras e carregadas nuvens comecem a mover-se do Atlântico para interior, em direção ao Douro.</p>
<p>Oscar</p>
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		<title>Mudança climática: como é que vai afectar a viticultura no Douro</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jul 2011 01:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oscar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nota do Editor: Um destes dias, quando ia com o Luiz Alberto de carro do Porto para o Douro, demos por nós a falar na influência que a erupção em Abril de 2010 do vulcão islandês Eyjafjallajökull teve no clima global bem como na maturação das uvas no Douro, em 2010. Outros temas se falaram. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><em><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://farm5.static.flickr.com/4135/4883230783_822deee6e4.jpg" border="0" alt="Quinta Vale d'Agodiho, Ferradosa" width="350" height="263" />Nota do Editor: Um destes dias, quando ia com o Luiz Alberto de carro do Porto para o  Douro, demos por nós a falar na influência que a erupção em Abril de  2010 do vulcão islandês Eyjafjallajökull teve no clima global bem como  na maturação das uvas no Douro, em 2010. Outros temas se falaram. Até  que a certa altura desafiei-o a escrever um ensaio sobre em que medida é  que a mudança climática vai afectar a viticultura no Douro. E aqui está  o texto do Luiz, retirado do seu blog <a title="My Wine Studies" href="http://mywinestudies.com/?page_id=201">My Wine Studies</a>. É longo, eu sei, mas vale bem a pena ser lido. Oscar</em></p>
<p>Quando se fala de mudança climática, as variações naturais do clima  nunca devem ser postas de lado. Há a &#8220;variabilidade do clima&#8221;, que se  refere às mudanças no comportamento do clima num certo lugar, de um  período para outro. Contudo, a mudança climática devido à actuação do  Homem é uma realidade e vai ter um grande impacto e muitas implicação em  todo o planeta. Os países que mais vinho produzem &#8211; Itália, França,  Espanha, EUA e Austrália &#8211; estão todos em risco. As videiras são  extremamente sensíveis a todas as alterações relacionadas com a mudança  do clima, mas neste ensaio, vamos fazer uma análise microscópica e  apenas será discutido em que medida vai afectar a viticultura no Douro.  Esta discussão trata daquilo que é necessário fazer num cenário em que as  temperaturas são mais altas (com um aumento da frequência de dias muito  quentes), as secas são mais severas, e há um aumento da evaporação à  superfície. É necessário direccionar esforços para manter a  vitivinicultura viável e rentável nesta região com longa tradição.</p>
<p>O aumento da temperatura pode ter um efeito dramático na videira e,  em geral, a solução para as temperaturas mais altas tem sido simples: vá  para cima (tanto em altitude como em latitude) e passa a ser  reestabelecido o  local ideal para uma certa casta. Esta regra  certamente que se aplica ao Douro, onde a altitude das vinhas pode  variar entre os 100 e os 700 metros. O Douro apresenta outra vantagem em  relação a outras regiões vitícolas: a exposição solar é adaptável e é  certamente outro dos remédios para os problemas que vão surgir. Uma  possível solução poderá ser o abandono dos terrenos com exposição a sul,  os quais são demasiado quentes (ou experimentar uma gestão mais drástica  da rebentação da videira, incluindo sobreamento), e replantar nas zonas  mais frescas com exposição ao norte. O vale oferece uma exposição de  360º, mas uma adaptação mais rápida ao novo cenário vai ser determinante  para uma transição com sucesso (vários anos serão necessários para a  transição completa, requerendo novas plantações). A grande maioria das  novas plantações no Douro Superior (onde a precipitação média chega a  ser de 1/3 do Baixo-Corgo) é já com exposição ao norte. As famosas  vinhas da Quinta de Vargellas e da Quinta do Vesúvio estão ambas na  margem sul com exposiçao ao norte.</p>
<p>No mundo dos vinhos tudo vai muito devagar (são necessários anos  para que uma videira comece a dar vinho e muitos mais para que o vinho  seja bom), daí a necessidade de se começar a actuar desde cedo. O resto  do mundo vai também responder às mudanças climáticas. A eficiência da  adaptação é crucial. Uma região tão tradicional como o Douro necessita  de adaptar-se rapidamente e mostrar flexibilidade. Algumas leis  tornar-se-ão desactualizadas e inapropriadas. Estas leis não farão  sentido à luz das novas condições ambientais e terão de ser eliminadas.  Por exemplo, há significantes diferenças fisiológicas e morfológicas  entre as variedades de Vitis vinifera. Aquelas que são permitidas (ou  recomendadas) para ser plantadas têm de ser reavaliadas ao longo do  tempo. Há centenas de castas em todo o Portugal. As que são menos  sensíveis ao stress hídrico e às altas temperaturas têm de ser  favorecidas em relação àquelas que não têm um comportamento tão bom  nestas condições (Tinta Barroca ou Tinta Francisca). Contudo, para  mitigar este problema, é também possível utilizar porta-enxertos que são  mais resistentes à seca (em termos relativos). Assim, o R110 está a  tornar-se mais popular no Douro. Era já utilizado no passado (juntamente  com o 1103P), mas nos últimos tempos tem havido uma preocupação por  parte dos viticultores em utilizar porta-enxertos tolerantes à seca, e  não necessariamente indicados para maiores quantidade ou qualidade.</p>
<p>As altas temperaturas, numa região já de si quente, vão  inevitavelmente ter consequências negativas no curto-prazo (ao contrário  de uma região como, por exemplo, o Mosel onde o aumento do calor está a  fazer crescer o número de vindimas de grande qualidade nas últimas  décadas): queda nos valores de acidez total (especialmente ácido málico)  e aumento do nível de açúcar (que por sua vez produzirá vinhos mais  alcoólicos). A vindima temporã é uma possibilidade para minimizar o  problema, mas o resultado serão vinhos com uma maturação fenólica  incompleta, com taninos mais agudos e verdes. Uma vez mais, castas  diferentes (ou clones de uma casta já existente) e porta-enxertos mais  resistentes à seca terão de ser plantados. Estas novas plantações vão  ter um desempenho melhor nestas condições ainda mais quentes. Castas com  maturações teporãs estão mais susceptíveis ao stress hídrico e podem  ter alguns problemas dentro da região. A gestão da matéria verde da  videira poderia ser uma opção, reduzindo a luz solar e aumentando o  sombreamento das uvas. Contudo, o aumento dos rebentos também leva a  maior desidratação, sendo uma faca de dois gumes.</p>
<p style="text-align: left;">Mas a temperatura não é o único efeito directo da mudança climática:</p>
<p>-  ocorrência de elevada precipitação pode levar a danos nas vinhas  (devido à erosão). Estudos mostram que estas ocorrências tenderão a  tornar-se mais frequentes, tornando-se incomportavelmente caro (e  intensivos em mão-de-obra) reparar os muros dos socalcos e patamares da  região</p>
<p>- rebentação antecipada pode causar grandes efeitos, aumentando o risco  de geadas nalgumas castas como o Tinto-Cão. Além disso, se o ciclo  começar mais cedo, terminará igualmente mais cedo, significando que a  vindima terá lugar mais cedo, num período ainda mais quente do ano. Isto  pode levar a redução da qualidade das uvas, devido a uma elevada perda  de água e componentes voláteis. A vindima nocturna poderia ser uma  opção, mas quem se arrisca a vindimar à noite em terrenos tão  acidentados?</p>
<p>- as datas entre castas com maturação precoce (Tinta-Barroca e Bastardo)  e tardia (como a Touriga Franca e o Tinto-Cão) tornar-se-ão mais  próximas. Dado que as castas com maturação mais tardia tendem a ser mais  sensíveis ao aumento da temperatura que as de maturação mais precoce,  haverá complicações na gestão da entrada das uvas na adega.</p>
<p>- prevê-se que os níveis de pluviosidade se tornem mais irregulares no  Douro com a consequente redução da água disponível. Parece haver um  consenso que a necessidade de rega das vinhas tenderá a aumentar com o  aquecimento e secas consequência da mudança climática. Dado que a rega  no Douro é actualmente ilegal, as autoridades deverão considerar uma  alteração da legislação. Parece que o <a title="Instituto do Vinho do Douro e Porto" href="http://www.ivdp.pt/">IVDP (Instituto dos Vinhos do  Douro e Porto)</a> está disponível para analisar a possibilidade de  autorizar a rega em alguns casos onde seja provado que a rega leva  claramente à produção de vinhos de melhor qualidade. Há já algumas  vinhas onde a rega está a ser testada. Um exemplo é a Quinta de  Ervamoira da <a title="Ramos Pinto" href="http://www.ramospinto.pt/home_ing.htm">Adriano Ramos Pinto</a>. Outro exemplo são os testes que a  Quevedo está a fazer na Quinta das Olgas, no Douro Superior, desde 2007.  Ainda que quatro anos seja um período muito curto, puderam já verificar  que algumas vinhas tiveram um desempenho melhor quando regadas,  acabando por gerar uvas e vinhos de melhor qualidade. Um bom exemplo  ocorreu na vindima de 2010: parte da Quinta das Olgas foi regada,  enquanto que a restante vinha ficou a aguardar água da chuva. A parte  que não foi regada não conseguiu completar o processo de maturação,  deixando muitos cachos totalmente secos. A parte regada produziu cachos  com boa concentração de antocianas e componentes fenólicos, que se  traduziram em boas cores e aromas.</p>
<p>- enquanto que a rega parece ser uma solução para mitigar o problema das  secas mais recentes e habituais, há uma necessidade real de trabalhar  medidas que promovam a sustentabilidade da oferta de água em toda a  região.</p>
<p>As autoridades e as pessoas do Douro deveriam coordenar-se num esforço  conjunto para mitigar estas condições adversas. Como <a title="Pancho Campo" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pancho_Campo">Pancho Campo MW</a> disse A tecnologia de que dipomos hoje em dia tem que estar à disposição  do problema, procurando uma maior eficácia dos sistemas energéticos,  reduzindo ao máximo as emissões de gases de estufa, desenhando novos  combustíveis e promovendo a reciclagem, a reflorestação, etc. A  indústria internacional tem que investir na adaptação a novas  tecnologias que mitiguem os efeitos das mudanças climáticas e, a nível  económico, há que desenvolver planos de incentivo e reduções fiscais  para fomentar a adaptação. Políticos, científicos e economistas devem  concertar esforços.&#8221; O lucro é o motor da indústria do vinho (e de  qualquer indústria), mas mostrar que uma adega está a fazer &#8220;a sua  parte&#8221; na preservação do sistema é igualmente essencial. Os consumidores  estarão atentos às políticas adoptadas para combater as emissões de  dióxido de carbono, onde quer que estejam. As expectativas são altas e  caso se falhe poder-se-á comprometer a imagem de toda a região. Não só é  necessário encontrar soluções que se adaptem às condições desfavoráveis  que o futuro trará, mas também para fazer todo o esforço possível de  modo a que o trajecto que se escolha seja o que menos consequências  negativas tenha.</p>
<p>Por Luiz Alberto, disponível em <a title="My Wine Studies" href="http://mywinestudies.com/?page_id=201">My Wine Studies</a></p>
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		<title>Orgulhoso de ser local</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 12:31:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oscar</dc:creator>
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<p>Há uns dias atrás tive uma prova de Vinhos do Porto e Douro no <a title="The Square &amp; Compasses" href="http://www.thesquareandcompasses.co.uk">The  Square &amp; Compasses</a> (Esquadro &amp; Compasso), um pub localizado em  Fuller Street, Fairstead, <a title="Essex" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Essex">Essex</a>, Inglaterra. Fuller Street é uma pequena  aldeia, com menos de 50 habitantes, onde todos os habitantes se  conhecem e onde a vida é relaxada e agradável. A aldeia é muito velha,  sendo o pub de 1652. Este é de facto o pub mais simpático que conheço, tendo  sido votado melhor Food Pub do Ano em 2010-2011 na região de Chelmsford e  Mid-Essex.</p>
<p>Victor Roome é o dono do pub e organizou um delicioso jantar para que 60  pessoas tivessem oportunidade de provar três Vinhos do Porto Quevedo e Oscar&#8217;s  2008, o nosso Douro tinto. Se a origem das bebidas era portuguesa, a  origem da comida era naturalmente local, com especial destaque para a  carne de caça da reserva da aldeia. Pombo, perdiz e faisão são os  principais pássaros que ali habitam.</p>
<p>Mas v<a class="tt-flickr tt-flickr tt-flickr-Small" title="Victor Roome owner of The Square and Compasses" href="http://farm5.static.flickr.com/4103/5174146355_79d86923ab.jpg"><img class="alignleft" style="border: 0pt none;" src="http://farm5.static.flickr.com/4103/5174146355_79d86923ab_m.jpg" border="0" alt="Victor Roome owner of The Square and Compasses" width="240" height="180" /></a>amos a um ponto que gostava de comentar convosco. No menu,  especialmente elaborado para esta prova, havia uma frase que me chamou à  atenção: &#8220;Orgulhoso de ser local&#8221;. O que é que significa, pensei eu  para mim. Talvez queira dizer que o The Square &amp; Compasses gosta de  estar inserido numa pequena comunidade, no campo, onde os habitantes são  como família e toda a gente está disponível para dar uma mão quando  necessário. Significa que o Victor confia na comunidade local para  sobreviver, enquanto que a comunidade encontra no pub o lugar de  encontro para uma cerveja ao fim do dia ou para um jantar quando não  apetece cozinhar em casa.</p>
<p>Sinto-me local também. Pertenço ao Douro, mais concretamente à vila de  S. João da Pesqueira. Mas apesar de termos uma linda paisagem, estamos  privados de muitas outras coisas. Por exemplo, não temos a oferta  cultural que outras cidades portuguesas têm como o Porto ou Lisboa. Mas  quando nos apetecer podemos semp<a class="tt-flickr tt-flickr tt-flickr-Small" title="Pequeno-almoço no The Square and Compasses" href="http://farm5.static.flickr.com/4086/5174144677_2e8f23440d.jpg"><img class="alignright" style="border: 0pt none;" src="http://farm5.static.flickr.com/4086/5174144677_2e8f23440d_m.jpg" border="0" alt="Pequeno-almoço no The Square and Compasses" width="240" height="180" /></a>re ir aos centros urbanos à procura  daquilo que precisamos. É provavelmente o que fazem as gentes de Fuller  Street quando querem alguma coisa de Londres, que está a 1h30m de  distância.</p>
<p>Numa época em que mais e mais pessoas migram para as cidades, não nos  podemos esquecer de ajudar as comunidades locais a sobreviver.  Precisamos de apoiar os pequenos negócios já que eles são bem  necessários para os habitantes das pequena comunidades. Caso contrário,  quando for às zonas rurais, no campo, não haverá ninguém para lhe sorrir.  E eu tenho a certeza que se o visitasse, não esqueceria o pequeno  almoço no The Square &amp; Compasses!!</p>
<p>Oscar</p>
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		<title>Em que medida é que os fogos florestais no Douro poderão afectar a qualidade dos vinhos de 2010</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 09:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oscar</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde o início do ano que já arderam mais de 68.000 hectares de floresta em Portugal, dos quais cerca de 10.000 localizados na região do Douro. Para além das severas consequências socio-culturais desta catástrofe, a questão que se coloca agora é: será que o fumo libertado durante este fogos vai afectar a qualidade das uvas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class=" " style="border: 0pt none;" title="Fogos no norte de Portugal, incluíndo vale do Douro: áreas a laranja - fogos últimos 7 dias; áreas a amarelo - fogos últimos 30 dias" src="http://farm5.static.flickr.com/4095/4900821524_5238169a5b.jpg" border="0" alt="Fires Current Situation in the north of Portugal" width="500" height="353" /><p class="wp-caption-text">Fogos no norte de Portugal, incluíndo vale do Douro: áreas a laranja - fogos últimos 7 dias; áreas a amarelo - fogos últimos 30 dias</p></div>
<p>Desde o início do ano que já arderam mais de 68.000 hectares de floresta  em Portugal, dos quais cerca de 10.000 localizados na região do Douro. Para além  das severas consequências socio-culturais desta catástrofe, a  questão que se coloca agora é: será que o fumo libertado durante este  fogos vai afectar a qualidade das uvas da próxima vindima, que deverá  começar em poucas semanas? Pelo que vimos em 2003 na Austrália e em 2008  na Califórnia, há algum risco de que os vinhos do Douro possam ser afectado.</p>
<p>Na última semana a situação melhorou, as temperaturas já estão a  baixar, tanto a máxima como a mínima, e o número de fogos está a  diminuir, mas nas semanas anteriores o vale do Douro estava coberto com  fumo dos incêndios, como eu nunca tinha visto.</p>
<p>À medida que os vinhos da vindima de 2008 do Mendocino e Humboldt (as  regiões vitícolas mais afectadas pelos fogos de 2008 na Califórnia)  começam a ser lançados no mercado, produtores e consumidores deparam-se  com muitos aromas a fumo. Pelo menos mais aromas do que aqueles que  podem ser justificados pelo envelhecimento dos vinhos em barricas ou  pelo carácter das castas utilizadas. Estes aromas a fumo não foram  detectados durante a fermentação dos mostos em 2008. Só depois de um  certo período de envelhecimento é que este aroma se tornou evidente. E  há uma solução para isto? É possível retirar o aroma a fumo do vinho,  uma vez esteja este impregnado? Parece ser possível. Alguns testes  realizados na Austrália e nos EUA mostram que utilizando processos de  filtração com membranas de alta tecnologia pudesse não só reduzir a  percentagem de álcool, para o qual são amplamente utilizados, mas também  se pudesse eliminar aromas não desejados. Claro que esta não é uma  solução para um pequeno produtor dedicado a fazer vinhos tão naturais  quanto possível. Nem sei mesmo se a legislação do Vinho do Porto no-lo  autorizaria.</p>
<p>Mas se não há uma solução razoável, vamos às boas notícias. Estudos  mostram que muitos consumidores não só não se incomodam com o aroma a  fumo, como na verdade até gostam. E se em vez de vinho estivessémos a  falar de Vinho do Porto? Será que a maior concentração de álcool  combinada com uma doçura natura,l iria alterar o perfil aromático?  Provavelmente não, pelo que o que podemos fazer por agora é esperar para  ver se depois de algum envelhecimento, os vinho de 2010 têm aromas a  pinheiros e sobreiros, ou talvez oliveiras e amendoeiras.</p>
<p>Oscar</p>
<p>Há alguns artigos na internet relacionados com este tema que vale a pena ler:</p>
<p><a title="No Smoke in their eyes" href="http://ayearinwine.blogspot.com/2010/08/no-smoke-in-their-eyes.html">A year in wine: no smoke in their eyes</a></p>
<p><a title="Smoke Australian wine research Institute white wines" href="http://articles.sfgate.com/2009-07-05/food/17217785_1_smoke-australian-wine-research-institute-white-wines">San Francisco gate: smoke Australian wine research Institute white wines</a></p>
<p><a title="Interview with Tony Coturri - California" href="http://www.mydailywine.com/2010/06/interview-with-tony-coturri-california.html">My daily Wine: Interview with Tony Coturri &#8211; California</a></p>
<p><a title="Australia technology grapes when smoke gets in wine" href="http://www.forbes.com/global/2009/1116/life-australia-technologyy-grapes-when-smoke-gets-in-wine.html">Forbes: Australia technology grapes when smoke gets in wine</a></p>
<p><a title="La Follette wines" href="http://www.norcalwine.com/index.php/blog/14-winery-profile/383-in-depth-la-follette-wines">Norcal Wine: La Follette wines</a></p>
<div class="zemanta-pixie" style="margin-top: 10px; height: 15px;"><a class="zemanta-pixie-a" title="Enhanced by Zemanta" href="http://www.zemanta.com/"><img class="zemanta-pixie-img" style="border: medium none; float: right;" src="http://img.zemanta.com/zemified_e.png?x-id=646aa986-0a39-4b8c-8f68-499441da162d" alt="Enhanced by Zemanta" /></a><span class="zem-script more-related pretty-attribution"><script src="http://static.zemanta.com/readside/loader.js" type="text/javascript"></script></span></div></p>
<div class="shr-publisher-1852"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://quevedoportwine.com/pt/vineyards/will-forest-fires-in-the-douro-valley-affect-the-quality-of-2010-winesem-que-medida-e-que-os-fogos-florestais-no-douro-poderao-afectar-a-qualidade-dos-vinhos-de-2010/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>Consegue encontrar o coelho?</title>
		<link>http://quevedoportwine.com/pt/sustainability/can-you-find-the-rabbitconsegue-encontrar-o-coelho/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 09:05:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oscar</dc:creator>
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		<category><![CDATA[coelho]]></category>
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		<description><![CDATA[A maioria dos animais gosta de se alimentar ao amanhecer. Era o que este coelho estava a fazer. Onde é que ele está? Grande ajuda: no caminho principal! Oscar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><a href="http://www.flickr.com/photos/quevedoports/4495908827/"><img class="alignnone" title="Encontre o coelho" src="http://farm5.static.flickr.com/4036/4495908827_67a0d7da1b_b.jpg" alt="" width="519" height="775" /></a></p>
<p>A maioria dos animais gosta de se alimentar ao amanhecer. Era o que este  coelho estava a fazer. Onde é que ele está? Grande ajuda: no caminho  principal!</p>
<p>Oscar</p>
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		<title>Novo fornecedor de cartão traz surpresa: Quevedo é mais verde</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 10:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oscar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[cardboard boxes]]></category>
		<category><![CDATA[cartão reciclado]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem o nosso antigo fornecedor de caixas de cartão veio visitar-nos. Trabalhámos com a empresa que ele representa durante muitos anos, mas recentemente outro fabricante fez-nos uma proposta mais competitiva e decidimos mudar de fornecedor. Quando explicava ao vendedor que tínhamos mudado por causa do preço, ele pediu-me para ver as caixas do novo fornecedor. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p><a href="http://quevedoportwine.com/wp-content/uploads/2010/03/cardboard-boxes.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1650" title="cardboard-boxes" src="http://quevedoportwine.com/wp-content/uploads/2010/03/cardboard-boxes.jpg" alt="cardboard-boxes" width="300" height="300" /></a>Ontem o nosso antigo fornecedor de caixas de cartão veio visitar-nos. Trabalhámos com a empresa que ele representa durante muitos  anos, mas recentemente outro fabricante fez-nos uma proposta mais  competitiva e decidimos mudar de fornecedor. Quando explicava ao  vendedor que tínhamos mudado por causa do preço, ele pediu-me para ver  as caixas do novo fornecedor.</p>
<p>Mostrei a nova caixa, e ele imediatamente disse que os materiais  utilizados eram diferentes. Enquanto que as suas caixas eram  feitas com papel craft novo, a caixa que começámos a utilizar era feita  com  papel reciclado. Por momentos fiquei chocado com o que me estava a  dizer. &#8220;A sério? Então eu estou a pagar menos porque recebo cartão  reciclado?&#8221; Sim, confirmou ele. Eu não podia acreditar no que estava a  ouvir, estamos não só a poupar dinheiro e a reduzir ligeiramente o  preço que os nossos clientes pagam pelos nossos vinhos, mas também  estamos a salvar o planeta! Este é o melhor de dois mundos!</p>
<p>Oscar</p>
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		<title>Azeite Biológico da Quevedo &#8211; Utilização de Máquina Vibradora para Apanha da Azeitona</title>
		<link>http://quevedoportwine.com/pt/general/organic-olive-oil-from-quevedo-using-mechanical-vibrating-harvester/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 10:47:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oscar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[azeite biológico]]></category>
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		<category><![CDATA[colheita]]></category>
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		<description><![CDATA[O final da época natalícia costuma marca o melhor momento para o início da apanha da azeitona. E este ano não foi excepção. Para além dos 100 hectares de vinhas a Quevedo cultiva 20 hectares de oliveiras em regime de agricultura biológica. Desde 2003 que as nossas oliveiras estão livres de químicos e são cultivadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><p style="text-align: left;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/JYzFqSFyTRM" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/JYzFqSFyTRM"></embed></object></p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">O final da época natalícia costuma marca o melhor momento para o início da apanha da azeitona. E este ano não foi excepção. Para além dos 100 hectares de vinhas a Quevedo cultiva 20 hectares de oliveiras em regime de <a title="Agricultura biológica" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura_biol%C3%B3gica">agricultura biológica</a>. Desde 2003 que as nossas oliveiras estão livres de químicos e são cultivadas num processo integrado de cultivo biológico. Temos cerca de 2.000 oliveiras com entre 70 e 150 anos e cerca de 2.500 com idades compreendidas entre 2 e 10 anos.</p>
<p>Assim, durante estas semanas deixámos as tesouras da poda em casa e temos estado dedicados à colheita da azeitona. Tradicionalmente, na apanha na azeitona utilizam-se longas varas para abanar os ramos e fazer com que a azeitona caia. Esta forma de colher a azeitona leva a que os ramos mais fracos e jovens, que no ano seguinte viriam a dar azeitona, muitas vezes estalem com o impacto da vara e deixem a <a title="Oliveira" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oliveira">oliveira</a> sem esta vegetação jovem. Além das varas também se utilizam lonas, que se colocam no chão, à volta da oliveira, e assim se evita o contacto da azeitona com a terra e se junte toda mais rapidamente.</p>
<p>Mas este ano decidimos fazer a recolha de maneira diferente, introduzindo uma nova tecnologia. Estamos a apanhar a azeitona com um mecanismo vibrador, que abana os ramos, levando à queda da azeitona em segundos. Sem dúvida que cria alguma vibração junto ao tronco mas não afecta a saúde da oliveira. Estudámos os efeitos deste mecanismo vibratório nas oliveiras e concluímos que não causa danos à oliveira nas semanas ou meses seguintes. O video ajuda a explicar como funciona.</p>
<p>Para fazer um litro de <a title="Azeite" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Azeite">azeite</a>, este ano devem ser necessários 6,5 quilos de azeitonas. Esperamos fazer cerca de 4.000 litros de azeite biológico este ano, ligeiramente superior à colheita do ano passado. As oliveiras mais jovens vão aumentando a produção de ano para ano. Quanto às oliveiras centenárias, essas continuam a produzir poucas azeitonas mas com uma concentração aromática elevada.</p>
<p>Veja o video. O que acha deste processo?</p>
<p>Oscar Quevedo</p>
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<li class="zemanta-article-ul-li"><a href="http://appetizers-finger-food.suite101.com/article.cfm/bite_size_finger_foods">Bite-Sized Finger Foods</a></li>
<li class="zemanta-article-ul-li"><a href="http://www.marketuno.com/news/first-standards-set-for-olive-oil/20081125/">First standards set for olive oil</a></li>
</ul>
</div>
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		<item>
		<title>Poderá o Vinho do Porto Usar Outro Vedante Que Não A Rolha De Cortiça? Não, Pelo Menos Para Já&#8230;</title>
		<link>http://quevedoportwine.com/pt/winemaking/could-port-wine-use-other-closure-than-cork-no-not-for-now/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 23:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>oscar</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fazer Vinho]]></category>
		<category><![CDATA[cork]]></category>
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		<category><![CDATA[plastic plug]]></category>
		<category><![CDATA[rolha capsulada]]></category>
		<category><![CDATA[rolha cortiça]]></category>
		<category><![CDATA[rolha sintética]]></category>
		<category><![CDATA[screw cap]]></category>
		<category><![CDATA[t-cap]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos últimos anos, talvez mesmo nas últimas décadas, tem-se produzido muita investigação sobre vedantes para vinho. Alguns defendem a cortiça, outros os &#8220;screwcaps&#8221; e outros recomendam os vedantes sintéticos. Nos países com uma maior tradição vinhateira, a cortiça é claramente o mais utilizado, enquanto, especialmente nos países do hemisfério sul, o &#8221;screwcap&#8221; é usado para vinhos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div><a href="http://www.flickr.com/photos/quevedoports/2891546176/"><img class="alignleft" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px; border: 0px;" title="Cortiça ou Vedante Sintético?" src="http://farm4.static.flickr.com/3106/2891546176_b4ec4cb17b.jpg" border="0" alt="DSCF0118_2" width="350" height="263" /></a>Nos últimos anos, talvez mesmo nas últimas décadas, tem-se produzido muita investigação sobre vedantes para vinho. Alguns defendem a <em><a title="Defensor cortiça" href="http://www.rosnay.com/the-wines/why-we-still-use-cork.html">cortiça</a></em>, outros os <em>&#8220;<a title="Defensor screwcap" href="http://www.wineanorak.com/screwcap_defence.htm">screwcaps&#8221;</a></em> e outros recomendam os vedantes sintéticos. Nos países com uma maior tradição vinhateira, a cortiça é claramente o mais utilizado, enquanto, especialmente nos países do hemisfério sul, o &#8221;screwcap&#8221; é usado para vinhos de gama baixa. No entanto, a maioria dos vinhos mais caros e distintos, independentemente do país, não deixam de usar cortiça.</div>
<div> </div>
<div>Esta discussão tem tido lugar no <a href="http://ewbc2008.wineblogger.info/2008/09/16/the-power-of-the-ewbc-network-let-the-debates-begin-first-up-wine-closures/"><em>site da EWBC</em></a>, e acho que posso contribuir para ela com o ponto de vista de um produtor de Vinho do Porto. O que é que nós andamos a usar como vedantes?</div>
<div> </div>
<div>Todos os produtores de Vinho do Porto utilizam rolhas de cortiça. Contudo, há pelo menos uma empresa &#8211; <em><a title="Castelinho Vinhos" href="http://castelinho-vinhos.com/principalindex.htm">Castelinho Vinhos</a></em> &#8211; a utilizar rolhas sintéticas nos vinhos de categorias mais baixa, comercializados no Reino Unido e Alemanha. Exceptuando este caso, a indústria utiliza rolha capsulada nos vinhos mais baratos como os Ruby, Tawny e White base, e rolhas naturais para as categorias mais altas. Vinhos do Porto ruby de categoria superior tenderão a utilizar melhores rolhas que os tawny de categoria superior uma vez que o processo de envelhecimento dos ruby dá-se em garrafa enquanto que os do tawny ocorre em madeira e quando são engarrafados estão óptimos para consumo.</div>
<div> </div>
<div>Na minha opinião, o Vinho do Porto vai resistir à nova onda de &#8220;screwcap&#8221; e vedantes sintéticos utilizados nos vinhos de mesa. Também neste campo o Vinho do Porto é uma bebida tradicional e os consumidores dificilmente aceitariam um vedante diferente de uma rolha natural. A cortiça permite uma lenta oxidação do vinho, a qual complementa o seu processo de envelhecimento. Além de tudo, a cortiça é o vendante com maior longevidade. As melhorias verificadas na qualidade das rolhas de cortiça, fruto do aumento da investigação por parte das principais empresas e associações do sector, tem vindo a diminuir os seus efeitos nefastos no vinho. Curiosamente, o último vinho que provei, ontem ao jantar, com um amigo que também participou na I EWBC, sofria de <em><a title="TCA" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cork_taint">TCA</a>!!</em></div>
<div> </div>
<div>Assim, a Quevedo continuará a utilizar rolhas de cortiça nos seus Vinhos do Porto e Vinhos do Douro.</div>
<div> </div>
<div>Oscar Quevedo</div>
<p>
<div class="shr-publisher-485"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic -->]]></content:encoded>
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