O vinho é arte, cultura ou um pouco de ambos?

Cada vez estou mais convencido que o vinho deve ser visto como parte integrante da arte em vez de uma bebida. Beber um copo de vinho é como contemplar uma obra de arte. Quanto mais se aprecia, quanto mais o conhecemos, melhor compreendemos as características por trás da prova, dos aromas e sabor do vinho. É como se conseguíssemos desenhar a paisagem ou esculpir a vinha. No fundo, estamos a interpretar as decisões do enólogo de deixar o vinho fermentar a x graus ou estagiar em pipas durante y meses e depois envelhece-lo durante não sei quantos anos em garrafa. Como disse Caio Plínio Segundo, “In vino veritas”. Mas o vinho tem outra virtude, liga pessoas, cria uma espécie de liberdade natural para que falemos e partilhemos aquilo que nos vai dentro.
Porque é que estou a falar disto hoje? Porque estou há uns dias na Holanda e na Bélgica a participar nestes eventos culturais, também conhecidos por provas de vinhos. Tenho tido a oportunidade de ver velhos amigos e conhecer novas pessoas. Falamos e partilhamos opiniões sobre política, economia, desporto e ciência. O vinho está aqui, é por ele que todos estamos reunidos, e ninguém deixa de o beber. Mas mais do que falar dele, o vinho leva-nos a conversas mais longas, à partilha de ideias e pontos de vista, à interacção. No final da prova, é provável que se façam novos amigos, pessoas, que como nós, gostam de partilhar um ou dois copos de vinho. E se tiver muita sorte, então ainda vai para casa com um par de sapatos típicos da Holanda. Foi isto que o Eus – um apaixonado por Vinho do Porto que conheci através das redes sociais há uns meses e com quem finalmente me encontrei – me ofereceu. Por outro lado, foi ele o vencedor de um concurso que fizemos no facebook sobre o melhor haiku, levando para casa duas garrafas de Oscar’s 2009, ainda não comercializado.
É verdade, sabem se há alguma diferença entre Holanda e Países Baixos? Sim, há! O Dries explicou-me que há a Holanda do norte e do sul, e ambas formam os Países Baixos. Assim, quando falamos em Holanda e não explicitamos se norte ou sul, provavelmente queremos dizer Países Baixos!
Oscar
P.S. A minha viagem à Holanda terminou com um jantar em casa do Gerwin de Graaf. O seu pai, Rien, cozinhou uma deliciosa e tradicional sopa holandesa, antes de termos ido provar um harmonioso Quinta de Vargellas Vintage 1986. Conheci o Gerwin em Novembro do ano passado, ainda na sua casa antiga. Depois em Maio o Gerwin foi ao Douro passar uma semana de férias com a família, tendo eu tido a oportunidade de lhes mostrar a adega e provarmos muitos vinhos. Percebo agora porque digo que o vinho é social?!?
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Cynthia
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Gerwin de Graaf






Em 1991 Quevedo fez-se marca, sucedendo a gerações de dedicada paixão pela vinha e pelo vinho. Desde então fundámos a nossa estratégia na sabedoria dessa tradição. Assim, para garantirmos as melhores uvas ano após ano, começámos por estender as nossas vinhas até aos 100 hectares que hoje cultivamos nas férteis regiões de Cima-Corgo e Douro Superior; e para honrarmos (ou dignificarmos) o seu incomparável sabor, ampliámos e equipámos a adega com tecnologia vinícola de ponta, sob a direcção da enóloga da família, a Cláudia. O resultado são vinhos que sabem ao xisto onde nasceram, ao sol que os amadureceu, à gente que os colheu. Com mais de um século de vida dedicada ao vinho, Quevedo é muito mais que uma marca, é uma família que vive para o vinho e se orgulha de oferecer ao mundo o melhor que o Douro tem.