O que fazer quando não tem vinho suficiente para uma prova?
A minha viagem de duas semanas aos EUA está a chegar ao fim. Estou de passagem por Charlotte, já de regresso à Europa, primeiro Espanha e finalmente no domingo devo chegar ao Porto. Durante os últimos dias estive em Los Angeles a visitar Andy Velebil, um grande apaixonado e coleccionador de Vinho do Porto. Aproveitando o facto de estar em os Angeles, o Andy organizou um jantar de prova dos nossos vinhos à comunidade local. O local escolhido foi o restaurante italiano Zucca, no centro da cidade. A maior parte dos participantes na prova eram de LA, mas houve três pessoas que vieram de outros estados. Obrigado Glenn, Eric I. e Eric M. pelas várias horas que passaram a conduzir ou em aeroportos só para estarem presentes, fiquei feliz por ver-vos.
Durante o planeamento de que vinho levar para a prova, não me surgiram grandes dúvidas. Teríamos de apresentar os vinhos que estão agora a ser importados para os EUA. A lista incluía Oscar’s 2008, Quevedo Colheita 1996 e Quevedo Vintage 2007. Pedi também ao meu pai para me deixar levar uma garrafa desde Portugal, de Colheita 1975, que tem na garrafeira dele. Ele concordou.
Conforme combinado com o nosso importador, os vinhos para o evento seriam enviados directamente do armazém dele para Los Angeles e eu traria o 1975 desde Portugal. Mas houve um pequeno problema. Na manhã da prova, parte dos vinhos estavam retidos em Indiana. O Andy e eu entrámos em pânico quando nos apercebemos que não teríamos Oscar’s 2008 suficiente para a prova. Só tínhamos duas garrafas connosco. Que dor de cabeça, tínhamos convidado 20 pessoas para provar os nossos vinhos e não tínhamos vinho suficiente. Restavam poucas opções, e acabámos por decidir ir a um dos maiores retalhistas de vinhos em LA, K&L, comprar algumas garrafas de um vinho do Douro com um perfil semelhante ao nosso. A opção recaiu sobre o Crasto 2007. Os presentes na prova perceberam a situação e acho que até acharam interessante provar este dois vinhos lado a lado.Jurei-lhes que não estava ali pago pela Quinta do Crasto para promover os seus vinhos nos EUA, até porque eles têm uma equipa de marketing muito competente. O importante era ter vinhos para se provar!
Oscar
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Arnie






Em 1991 Quevedo fez-se marca, sucedendo a gerações de dedicada paixão pela vinha e pelo vinho. Desde então fundámos a nossa estratégia na sabedoria dessa tradição. Assim, para garantirmos as melhores uvas ano após ano, começámos por estender as nossas vinhas até aos 100 hectares que hoje cultivamos nas férteis regiões de Cima-Corgo e Douro Superior; e para honrarmos (ou dignificarmos) o seu incomparável sabor, ampliámos e equipámos a adega com tecnologia vinícola de ponta, sob a direcção da enóloga da família, a Cláudia. O resultado são vinhos que sabem ao xisto onde nasceram, ao sol que os amadureceu, à gente que os colheu. Com mais de um século de vida dedicada ao vinho, Quevedo é muito mais que uma marca, é uma família que vive para o vinho e se orgulha de oferecer ao mundo o melhor que o Douro tem.