Vaga de calor queima bagos expostos ao sol

As consequências da vaga de calor de três dias que se verificou no inicio da semana passada não são agradáveis para as videiras. O período mais quente foi entre a segunda-feira 25 e a quinta-feira 28, com as temperaturas a subirem até aos 48º C ao meio dia, e durante a noite, a não baixarem dos 25ºC. Nalgumas partes do Douro, como no Douro Superior, mas não só, o sol era tão quente que acabou por queimar as uvas que estavam expostas ao sol. Se ao menos houvesse uma folha a tapar… O efeito foi potenciado naquelas vinhas que tinham sido pulverizadas com um composto à base de enxofre para combater o oídio.

A fotografia mostra alguns bagos verdes, os que estavam protegidos do sol, enquanto que outros estão secos. Os bagos secos/ queimados não voltarão a recuperar e terão este aspecto até à vindima. Isto significa mais trabalho na mesa de escolha para remover os bagos secos, que de outra maneira dariam um gosto seco ao vinho.

A vaga de calor terminou. Talvez tenha sido só um aviso de que o Verão estava a começar e qualquer coisa pode ser esperada. As temperaturas estão agora mais baixas, com os termómetros nos 12ºC às 8.30 da manhã e que deverão subir até aos 25ºC lá para o meio do dia.

Oscar

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  • http://twitter.com/barryvww Barry Wright

    Hi Oscar, that does not look good at all… How significant an impact has it had on the vineyard, as clearly it will affect the yields apart from the higher processing effort required at harvest time…

    • Oscar Quevedo

      Hi Barry, difficult to tell you now, but from what I have seen, I would say that affects 5% of the total number of bunches on the vineyards located on the river side. The sorting cost is probably more relevant than the drop on the yields.