Vaga de calor deixa o Douro de boa saúde

Depois da onda de calor que se fez sentir no inicio de Julho, as temperaturas no Douro voltaram novamente aos níveis normais, por volta dos 30º C. Períodos curtos com temperaturas muito altas não são raros no Douro. O mais estranho foi ver não só o Douro mas todo o país a despir-se, à procura de sobras e praias.

Como quase sempre acontece numa região vinícola tão seca, as ondas de calor deixam marca nas videiras, e este ano apesar de não ter sido tão forte como a onda de calor no final de Junho de 2012, alguns bagos acabaram por se queimar sem piedade. Mas aprendemos alguma coisa com a onda de calor do ano passado e em vez de cortarmos as pontas das vides no final de Junho, esperámos pelo final de Julho para o fazer, numa altura em que os bagos já têm a pele mais robusta e grossa. Se cortarmos algumas das folhas da videira numa fase mais tardia do ciclo de crescimento, vamos ter mais folhas para sombrear os bagos, reduzindo o risco de queimadura solar. O reverso da medalha é que a videira vai concentrar energia durante mais tempo nas vides em vez de se concentrar no cacho de uvas. Não há resposta absoluta para esta questão, mas mais cedo ou mais tarde, o corte das pontas deve ocorrer durante o mês de Julho.

A videira que vê na fotografia é da casta Gouveio, de uvas brancas e que cresce na Quinta da Trovisca, a cerca de 600 metros de altitude. Aqui não houve uvas queimadas, mas tal como a grande maioria dos portugueses, também as videiras não acharam muito divertido tão altas temperaturas, por vezes acima dos 45ºC.

Esteve pelo Douro durante estes dias? Como foi a sua aventura?

Oscar

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