Quevedo Colheita 1996 ganha medalha de ouro nos concursos Mundus Vini e Palate Press

Primeiro deixem-me começar por dizer que para nós é (quase) tão importante a opinião sobre os nossos vinhos do mais discreto e jovem consumidor como a do mais influente crítico. No entanto, como o primeiro pode deixar as notas de prova no nosso blog, achamos que também podemos partilhar os reconhecimentos e prémios que recebem os nossos vinhos por parte da imprensa e em concursos. E aqui vai, o Quevedo Colheita 1996 tem saído com grande destaque nos consuros de vinho nos dois lados do Atlântico. Primeiro, em Setembro, no concurso Mundus Vini recebeu uma medalha de ouro. Depoois, em Novembro, na quinta edição anual do Palate Press Grand Tasting voltou a ser galardoado com uma medalha de ouro.  Se quiser ler as notas de provas, que são bastante interessantes para perceber como é que os provadores avaliaram os vinhos, veja em Quevedo Colheita 1996 medalha de ouro Mundus Vini e Palate Press. Assim, se nos próximos meses vir as nossas garrafas de Colheita 1996 com um autocolante dourado, já sabe de onde vêm. Temos vindo a falar com amigos sobre se o consumidor está mais tentado a comprar um vinho depois de ver uma medalha na garrafa. Vamos testar e se estiver interessado nos resultados, envie-nos um email dentro de 6 meses!

Informação prática que talvez tenha curiosidade em saber: acabámos de engarrafar o que é o último lote desta primeira edição de Colheita 1996 (fizemos três engarrafamentos entre 2010 e 2013). A restante quantidade que temos, um pouco mais de 10.000 litros, continuará a envelhecer em pipos e tonel durante as próximas décadas, antes de voltarmos a engarrafar.

Até breve,

Oscar

O·PORT·UNIDADE – o projeto que juntou 20 produtores de Vinho do Porto todos no mesmo lagar

Muitas coisas aconteceram na vossa vida e na nossa nos últimos dois meses:

Olhando para estes dois últimos meses, há uma coisa que se destaca, relacionada com a vindima de 2013 e que certamente irá permanecer durante muitos anos senão mesmo décadas: pela primeira vez na história conhecida do Vinho do Porto, 20 dos maiores engarrafadores pegaram nas suas uvas e levaram-nas para um lagar onde em conjunto as pisaram com o objetivo de fazer um Porto Vintage. O lugar onde tudo isto aconteceu foi na adega de Vinhos do Porto da Niepoort, na aldeia de Vale de Mendiz, uns kms a norte do Pinhão. O homem por trás de toda a ideia e que organizou o evento foi o alemão Axel Probst, do World of Port. O nome que o Axel deu a esta iniciativa foi magistralmente escolhido: O·PORT·UNIDADE. Há ainda que referir que os lucros das vendas das garrafas serão destinados à Bagos d’Ouro, uma instituição de apoio a crianças do Douro.

Bem sei que mereciam saber sobre esta ideia desde o dia em que aconteceu, mas só na semana passada, no quarto de hotel em Belfast, tive a inspiração e tempo para o escrever.

Um grande obrigado ao Axel por juntar toda esta gente e por continuar a divulgar o Vinho do Porto. Consulte o Press Release aqui.

Oscar

Foto: Dirk Niepoort (Niepoort), Antánio Agrellos (Quinta do Noval), António Saraiva (Rozes), Jorge Dias (Dalva), George Sandeman (Sandeman), Charles and Martin Symington (Symington), Francisco Ferreira (Quinta do Vallado), Miguel Roquette (Quinta do Crasto), Oscar Quevedo (Quevedo), Manuel Cabral (IVDP), Carlos Flores (Andresen), Tiago Alves de Sousa (Alves de Sousa), Jorge Manuel Pintão (Poças), João Roseira (Quinta do Infantado), João Nicolau de Almeida (Ramos Pinto), Paulo Coutinho (Quinta do Portal), Pedro Sá (Vallegre), Manuel Silva (Rozes), Jorge Borges (Pintas), Sophia Bergqvist (Quinta de la Rosa), Pedro Silva Reis (Real Companhia Velha), António Amorim (Quinta Nova), Luisa Olazabal (Quinta do Vale Meão) and Luis Sottomayor (Ferreira).

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Quevedo Vintage 2011 – nota de prova da Wine Spectator

Poucas semanas antes do inicio da vindima de 2011, as uvas pareciam-nos em excelentes condições para fazer alguma coisa boa. Depois, quando as uvas começaram a chegar à adega e já a fermentar, as expectativas sobre uma vindima fantástica iam pouco a pouco subindo. É então quando começamos a sentir aquele nervoso miudinho, quase como se borboletas houvesse no nosso estômago (certo, como quando nos apaixonamos) à medida que o tempo passa. E surge a pergunta: será que eu fiz alguma coisa especial? Em conversa com outros produtores eles dizem o mesmo, o que eles têm é realmente especial. O Inverno chega, as temperaturas baixam, os sedimentos também, e os Vinhos do Porto da vindima resistem estoicamente mantendo cores e aromas. Primeiro posto de controlo superado e com grande folgo. E não deixa de melhorar. Começamos a partilhar o nosso lote de Vintage 2011 e em troca recebemos sorrisos. Mais e mais sorrisos. Aprovamos o lote no Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, começamos a alocar as primeiras caixas, depois mais, e mais, ao ponto de já ser mais o que está vendido do que o que não está, e ainda nada está engarrafado. Depois mais pessoas querem provar, a imprensa, nas palavras de Jancis Robinson diz que “O Douro foi provavelmente o sitio no mundo onde melhor vinho se fez em 2011″ e é quando chega a Wine Spectator para dizer isto sobre o Quevedo Vintage 2011:

Vemos então que não é um sonho, estamos bem acordados. E sorrimos de novo.

Oscar

Vindima de 2013 no Douro – perto de terminar

O tempo não pára e pouco a pouco aproximamo-nos do fim da vindima. Contrariamente ao normal, choveu durante esta vindima, e este fato teve um peso determinante nos vinhos feitos e a fazer. Se dividíssemos a vindima em duas partes teríamos na primeira metade as semanas anteriores a 27 de Setembro e na segunda metade os dias posteriores ao dia 27. Até ao dia 27 vindimámos as parcelas a baixa altitude, que completam a maturação mais cedo. Naquela altura achávamos que as uvas iriam melhorar se ficassem mais uns dias na videira. Depois do dia 27 perguntavamo-nos porque diabo demorámos tanto a vindimar. Dito isto, que é que de tão relevante aconteceu a 27 de Setembro? Se leu o artigo anterior sobre a vindima de 2013 no Douro talvez faça ideia do que foi. Choveu durante quase uma semana e como consequência a qualidade e integridade das uvas foi ameaçada e afetada. Nas áreas com maior inclinação onde a chuva não é retida, a água escorreu e as uvas não foram muito afetadas. Mas aquelas vinha situadas em terrenos planos, onde há concentração da humidade e pouca ventilação houve uvas que apodreceram. E uma das castas que foi afetada foi a Touriga Franca, a qual tem um cacho compacto e uma pela fina.

Como uma primeira impressão, diria que em geral os vinhos apresentam uma cor rubi intensa, com aromas frescos, corpos de média estrutura e com final um pouco curto. Vamos ver como é que os vinhos se comportam durante as próximas semanas/ meses mas a falta de concentração parece surpreender. Bem, na verdade, não é tão inesperada, se tivermos em conta que as videiras não tiveram água suficiente para terminar a maturação durante o mês de Setembro, especialmente nas zonas de menor altitude. Claro que há algumas exceções para esta falta de volume aparente dos vinhos: aquelas vinhas com rendimentos muito baixos, com bago pequeno, é possível extrair mais taninos e estrutura. O tempo fará a sua justiça.

Oscar

“Não se zangue com a chuva, ela simplesmente não sabe como cair para cima.”

Vladimir Nabokov isso disse sobre a chuva, e deveria ser também aquilo que sentimos. Mas não é fácil ficar indiferente. Depois de tantas semanas à espera que os deuses nos trouxessem um fim-de-semana de chuva umas semanas antes da vindima, chega agora, quando todos os produtores do Douro vindimavam as melhores uvas para os melhores vinhos.

O ano não tem sido excelente em termos de clima e esta chuva durante a vindima vem complicar ainda mais. Além disso, não foi só uma noite de chuviscos, será uma semana inteira de tempo húmido que ameaça os nossos planos para os vinhos de 2013.

Por agora as uvas têm resistido, mas será um grande desafio ver quantos dias é que as uvas podem aguentar esta humidade sem que se rompa a pele do bago e este comece a apodrecer.

Oscar

Vindima de 2013 no Douro – hora de esmagar as uvas

A vindima já está a decorrer. Esperámos durante algum tempo até estarmos certos de que as uvas estavam em perfeitas condições para ser vindimadas. E finalmente começámos a colher as uvas tintas da nossa mais importante propriedade, a Quinta Vale d’Agodinho.

Na altura em que escrevo, terça-feira ao meio dia, o tempo, que se tinha mantido limpo e quente nas últimas semanas, está agora nublado. As temperaturas começaram a descer durante esta noite e a previsão é de chuva para os próximos dias. Infelizmente, não será só um chuvisco, parece que vamos ter um período de mais de um dia de chuva.

Caso o vento não consiga secar as videiras, as uvas poderão ficar em condições precárias, o que poderá conduzir a podridão.

Mas as boas notícias é que as uvas que estão a chegar neste momento estão lindas, e tiveram um período longo e lento de maturação, que é uma coisa que sempre se deseja mas raramente acontece. Quem sabe se não sairá um single quinta Vintage deste ano…

Oscar

Vindima 2013: para quando o inicio?

A vindima de 2013 está a revelar-se bem interessante. Depois de muitas semanas com muito pouca chuva, os longos chuviscos que caíram sobre o Douro no fim-de-semana passado alteraram ligeiramente as expectativas para esta vindima? Se até ao final de Agosto estávamos à espera de uma vindima, em termos de qualidade, dentro da média (ou até talvez um bocadinho abaixo), esta chuva, que veio ajudar as videiras e as uvas a reidratar, está a aumentar as expectativas para uma boa vindima.

A questão agora é tomar a decisão de quando começar a vindimar as uvas para Vinho do Porto. As uvas brancas para vinho maduro já foram quase todas vindimadas por todo o Douro. As uvas tintas para vinhos maduros começam agora a ser vindimadas por aqueles produtores que procuram frescura e elegância nos vinhos (os que preferem aromas mais maduros e concentrados vão ainda esperar mais alguns dias).

E no caso do Vinho do Porto, as uvas apresentam já um nível de álcool potencial (açúcar que se encontra nas uvas), nesta altura, superior ao valores do ano passado. No entanto, a maturação fenólica ainda não está terminada e mais uns dias devem ajudar a melhorar a qualidade das uvas.

Diga-se que podemos esperar pela melhor altura para vindimar porque o tempo tem estado limpo e soalheiro. Se as previsões fossem de chuva para os próximos dias, mais gente estaria a vindimar. Mas o tempo ajuda e por isso vale a pena esperar. Estimamos começar a vindima na segunda-feira da próxima semana, a 23 de Setembro com uma pequena equipa de vindimadores já que não há pressa de trazer tudo imediatamente para a adega. As uvas estão a melhorar a cada dia e ainda podemos salvar a vindima de 2013.

Oscar

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Port Wine Fest – é hora de celebrar o Vinho do Porto

O dia 4 de Setembro marca o início da segunda edição do Port Wine Fest. Dedicado a comemorar e promover o Vinho do Porto, o Port Wine Fest realiza-se de 4 a 8 de Setembro de 2013 em Vila Nova de Gaia, terra que se estende na margem esquerda do Douro, em frente à cidade que dá o nome ao vinho, o Porto. Vila Nova de Gaia é conhecida por ser o lugar onde historicamente o Vinho do Porto envelhece. Nos dias de hoje, ainda podemos visitar mais de uma dúzia de casas que envelhecem o Vinho do Porto nesta área da cidade, localizada a mais de 60 kms a oeste do Douro.

O Port Wine Fest terá lugar na zona do cais de Vila Nova de Gaia, e será uma excelente oportunidade para os apaixonados do Vinho do Porto provarem o recentemente declarado Vintage 2011. Alguma dezenas de produtores estarão lá para partilhar opiniões e ideias e para converter mais alguns para o mundo do Vinho do Porto.

Para além de Vinho do Porto, os visitantes vão ter a oportunidade de provar pratos preparados por reconhecidos Chefs, participar em seminários sobre Vinho do Porto e o Douro e ainda poder escutar os produtores a provar e comentar os vinhos feitos por eles. Na verdade, creio que o melhor é que consulte o programa completo do Port Wine Fest.

E se depois de visitar o festival ainda tiver espaço para mais um pouco de Vinho do Porto, venha à cave Quevedo, na Rua de Santa Marinha 77, a 200 metros do festival onde poderá ouvir fado enquanto prova um último copo de Vinho do Porto.

Vemo-nos lá,

Oscar

Vindima 2013: primeiro controlo de maturação

Agora que já entrámos na segunda metade de Agosto e que quase todos em Portugal estamos a voltar de férias, as uvas no Douro aproximam-se da etapa final de crescimento. Enquanto que nas áreas mais altas algumas uvas ainda estão a terminar o pintor, nas áreas mais próximas do rio as uvas tintas já fazem jus ao nome.

Fizemos o primeiro controlo de maturação, como habitual, a 10 de Agosto, e os resultados foram de certo modo surpreendentes. Contrariamente ao que esperávamos, o nível de açúcar está já a chegar aos 11%, quando estamos a 4-6 semanas antes da vindima. É plausível esperar uma nível de álcool potencial mais alto para as uvas desta vindima. A grainha começa agora a mudar de cor verde para cinzento/ castanho enquanto que as vides endurecem e ganham tons de castanho claro. É difícil de prever uma data para o início da vindima, mas estimaria que por volta do dia 18 de Setembro deveremos estar a vindimar na Quinta Vale d’Agodinho. Ficam aqui os valores para o nível de álcool potencial a dia 10 de Agosto dos anos referidos, na Quinta vale d’Agodinho; vindima começou no dia indicado.

Um dos pontos que não é tão bom nesta altura relativo à maturação é o fato de dentro do mesmo cacho, diferentes bagos apresentarem diferentes níveis de maturação. É um sinal de baixa homogeneidade das uvas. Por outro lado, os níveis de pluviosidade foram muito baixos e insuficientes nas últimas semanas/ meses o que torna ainda mais difícil à videira levar a cabo a maturação da uva. As temperaturas por volta da hora do meio dia andam entre os 34-38ºC e se continuamos assim durante mais algumas semanas, sem chuva, então é possível que a videira pare e suspenda a maturação da uva. Se isto acontecer, a videira proteger-se-á mas prejudica a qualidade das uvas, uma vez que deixará de acumular água, açúcar e compostos químicos na uva. Isto levaria a uma muito má colheita.

Há que esperar com paciência, muita paciência!

Oscar

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Método de pontuação das vinhas: branco não é tinto mas parece

Durante os últimos séculos o Douro construiu a sua reputação como uma região de grande qualidade para a produção de vinhos graças ao Vinho do Porto. Porto tinto. Desde 1756, quando o Marquês de Pombal iniciou a demarcação e regulamentação do Douro que as pessoas se habituaram ao que podiam e não podiam fazer, ao que era correto e não. Em 1947, Moreira da Fonseca sugeriu um sistema de classificação para as parcelas de vinha no Douro, de A a I, revolucionário e inovador para a altura. Este sistema foi então aplicado e ainda está em vigor. Analisa 12 critérios que resultam na atribuição de uma classificação à parcela de vinha, também conhecida por letra. A ideia deste sistema é que se produza mais Vinho do Porto a partir das videiras que estão localizadas nas áreas mais aptas e de melhor qualidade. Vamos supor que nós os dois temos cada um um hectare. Assim, se o seu hectare está localizado próximo do rio, num solo pobre e xistoso, numa zona com grande inclinação, protegido dos ventos e plantado em socalcos, a classificação será superior à da minha parcela, que está a mais altitude, onde chove mais e o solo é mais arenoso e granítico, com pouca inclinação e bem afastado do rio. Com uma “letra” melhor, vai poder produzir mais Vinho do Porto do que eu a partir das suas uvas, e eu terei de usar uma boa parte das minhas uvas para produzir vinho maduro. Talvez, a certa altura, queira perguntar, “e vai plantar uvas tintas ou brancas?”. Bem, creio que foi esta a pergunta que ninguém fez na altura, uma vez que a classificação é dada sem ter em conta a cor das uvas a produzir. Apesar de tudo, há que dizer que naquela altura, há 60 ou 70 anos atrás, a produção de uvas brancas era muito pequena.

Com este sistema em prática, o meu hectare, que se encontra numa excelente zona para produzir uvas brancas, mas má para tintas, teria uma autorização para produção de Vinho do Porto, de menos de 50% da sua, porque o sistema de classificação das parcelas não tem em consideração a cor da uva que se está a produzir. Há uns tempos atrás fizemos um artigo sobre como funciona o sistema do benefício no Vinho do Porto. Os critérios principais de maior ponderação na classificação centram-se na altitude, localização e natureza do terreno. Estes três critérios terão uma classificação mais alta quanto mais apta for a parcela à produção de uvas tintas. Mas caso queira produzir uvas brancas, o método continua a classificar melhor a zona mais apta para produção de uvas tintas, não tendo em consideração a cor das uvas a produzir. Assim, caso queira melhorar as minhas receitas e ter (algum) lucro, em vez de produzir uvas brancas na melhor área para produzir uvas brancas tentarei encontrar um lugar onde a minha classificação seja mais alta mas que será, invariavelmente, pior para uvas brancas. Deste modo, em vez de produzir uvas brancas vou optar por uvas tintas, porque o terreno será mais apto para tintas. De uma maneira simplificada, espelha como nas últimas décadas os viticultores durienses alocaram as suas licenças de plantação. Sem diferenciarmos a classificação das áreas para uvas brancas e para uvas tintas, o Douro não utiliza as melhores áreas para produzir uvas brancas. Acabamos por plantar uvas brancas em zonas que em geral são muito quentes e secas, resultando em vinhos com mais álcool e menos acidez natural do que o desejado. Uma confusa má alocação de recursos.

Posso imaginar que alguns de vós, mais puristas, partilhem da opinião do Sr. Ernest Cockburn, que disse, “A primeira obrigação do Vinho do Porto é ser tinto (…)”, ou seja, que o sistema é perfeito. Certo é que todos nós conhecemos deliciosos e jovens e complexos e ricos Portos Brancos. E brancos maduros que nos surpreendem em cada vindima.

O legislador mencionou anteriormente, em 2001, a necessidade de rever o método de Moreira da Fonseca. Em 2008, Eduardo Abade e Joaquim Guerra, do Centro de Estudos Vitivinícolas do Douro sugeriram algumas ideias para rever o método de pontuação. Contudo, a questão de utilizar diferentes pontuações em função da cor da uva não foi abordada. Não será certamente uma tarefa fácil, mas quanto mais cedo se começar, mais rapidamente terminará a deficiente alocação de terras e vinhas, que prejudica o Vinho do Porto branco. E todos ficarão a ganhar.

Oscar