Como cozinhar lagostins de rio, receita da Finlândia
Poucos dias antes do início da vindima e com toda a equipa ocupada na preparação da adega para receber as uvas, eu viajei até ao norte da Europa para visitar os nossos clientes. Claro que o meu pai e a minha irmã não acharam a ideia muito divertida, mas para mim era importante e inadiável. E não é que era mesmo, uma vez que os nossos clientes organizaram provas para mostrar os nossos vinhos aos seus clientes.
A Finlândia, a qual visitei pela primeira vez, surpreendeu-me pela quantidade de sorrisos que vi nas caras das pessoas. Os finlandeses são afáveis e extremamente simpáticos, fazendo-nos sentir em casa. E foi isso que realmente senti durante os três dias que lá estive, entre provas, saunas e mergulhos no lago. E a cozinha é deliciosa! Já ouviu falar de lagostins de rio? São mestres em cozinhá-los! O Thomas, que generosamente nos serviu um jantar em sua casa, serviu-nos esta iguaria da cozinha finlandesa. Apesar de não ser difícil de elaborar, pedi que ele nos explicasse num vídeo para que pelo menos vejam o aspecto que tinham!
Oscar
Comentários à vindima no Douro depois de uma curta chuva

Há alguns desenvolvimentos no último estádio de maturação das uvas, poucos dias antes do início das vindimas. No domingo passado choveu fortemente no Douro. Esta chuva é muito bem-vinda, uma vez que não danificou as uvas e irrigou os secos solos das vinhas. Com esta humidade extra nos solos, as uvas vão passar mais alguns dias nas videiras antes de serem colhidas, o que deverá acontecer no início de Setembro.
Devido aos dias muito quentes das últimas semanas, sem que tivesse chovido, esta chuva inesperada e acompanhada de trovoada vai pôr fim a algum stress hídrico que pudesse existir, ao mesmo tempo que permite que a videira termine a maturação fenólica. Há alguns produtores que já começaram a vindimar unicamente as uvas brancas. Nós temos previsto começar a vindima a 5 de Setembro. Mas como não podia deixar de ser, vamos mantê-lo ao corrente do que se passa no Douro. Mantenha-se em sintonia!
Oscar
Cave de Vinho do Porto Quevedo em Vila Nova de Gaia

Desde há já muitos anos que Vila Nova de Gaia tem tido um papel muito importante no negócio do Vinho do Porto. Era do porto de Vila Nova de Gaia, a poucas centenas de metros da foz do Douro, que o Vinho do Porto era exportado, principalmente em pipas mas também engarrafado, para todas as partes do mundo. O entreposto de Gaia, era o único a partir do qual o Vinho do Porto poderia ser exportado, até 1986, altura em que Portugal aderiu à então CEE e o Vinho do Porto passou a poder ser exportado também a partir do Douro. Quer isto dizer que apesar do Vinho do Porto ser produzido no vale do Douro, a mais de 100km de Gaia, tinha de ser levado rio abaixo até à afamada cidade. É assim, sem surpresa, que um grande número de comerciantes estrangeiros se instala em Gaia, compra o vinho no Douro, guarda-o e envelhece-o nos seus armazéns e posteriormente exporta-o. A história mantém-se, apesar de hoje em dia o processo ser feito também no Douro.
Sendo um tradicional produtor de Vinho do Porto e não um exportador, a Quevedo nunca teve um armazém em Gaia, simplesmente porque os nossos ascendentes estavam mais preocupados com a produção do vinho do que com a exportação. Mas desde há dois meses que a história mudou e passámos a ter uma sala de provas em Gaia. Aqui, para além de todos os nossos vinhos, temos também informação sobre os diferentes terroirs do Douro bem como as diferenças entre os tipos de Vinho do Porto que produzimos. O espaço está localizado na Rua de Santa Marinha 77, na praça onde se encontra a igreja de Santa Marinha. Sabe qual é a rua a que me refiro? Mais uma dica, a sala de provas está na parte baixa da rua onde se encontram os armazéns da Taylor e Croft. Este é o mapa do espaço Quevedo em Gaia.
A Ana Paula, gerente da loja, certamente que vai recebê-lo de braços abertos. Espero que gostem da experiência e que nos digam o que acham. Podem também enviar um email, e, se estiver por perto, eu apareço!
Oscar
Vindima de 2011: o primeiro controlo de maturação

Após um mês de ausência devido ao meu casamento, que ocorreu dia 15 de Julho, estou agora de regresso com notícias fresquinhas directamente da vinha.
Como habitualmente, fizemos o nosso primeiro controlo de maturação dia 10 de Agosto e este ano não foi diferente. Este primeiro contacto com as novas uvas dá-nos uma ideia inicial muito genérica de quando começar a vindima. Imagino que alguns de vós já tenham ouvido falar que a quente Primavera de 2011 tenha levado a uma precoce floração e rápida maturação durante as primeiras semanas. Em algumas regiões de Espanha e França, os produtores planeiam começar a vindimar já no final de Agosto ou principio de Setembro, duas semanas mais cedo do habitual. Também em Portugal a maturação está adiantada. No Alentejo há já produtores a vindimar.
A nós parece-nos muito cedo para começar a colheita. Primeiro, porque este controlo de maturação mostrou que ainda temos de esperar mais alguma semanas para obter uma maturação completa das uvas. E depois, porque para o Vinho do Porto as uvas são colhidas numa ligeira sobrematuração que permite a obtenção de aromas a figos, ameixas ou amoras.
Se teve oportunidade de ler o artigo anterior sobre o míldio nas vinhas, poderá estar a pensar em que medida é que este problema vai afectar a colheita. Na verdade, teremos de ter ainda mais atenção às uvas colhidas. Há ainda alguns cachos secos nas videiras, juntamente com outros sãos e maduros que se encontram em boas condições. Mas estes cachos secos têm de ser removidos e deixados no solo. Caso contrário, dariam um sabor vegetal, seco e lenhoso ao vinho. E isso não queremos de todo. Em alguns cachos, a partE de cima encontra-se sã enquanto que a parte de baixo está seca e degradada. Razão pela qual ser necessária uma selecção ainda mais cuidada.
A primeira estimativa para o principio da vindima na Quinta Vale d’Agodinho, a nossa principal quinta, aponta para o dia 12 de Setembro, ou antes se as temperaturas se mantiverem perto dos 40º C e se não chover. Estes são os álcoois prováveis do primeiro controle de maturação:
Álcool potencial a 10 de Agosto, Início da vindima
2007 10.49%, September 19th
2009 11.86%, September 14th
2010 10.05%, September 18th
2010 12.07%, ?
Como habitualmente, fico à espera dos seus comentários!
Oscar
Douro atacado: míldio veio e deixou uma grande marca

O cultivo das uvas está longe de ser um processo previsível e espectável, dado dependermos muito das condições climatéricas. Às vezes demasiado. Tanto, que clima adverso pode destruir o que cremos ser uma boa colheita. E foi isso que aconteceu com a nossa Tinta Roriz. Enquanto estávamos na Vinexpo, uma feira de vinhos que teve lugar em Bordéus entre os dias 19 e 24 de Junho, as nossas uvas estavam a ser atacadas pelo míldio. Uma estimativa detalhada indica que se perdeu mais de 50% da Tinta Roriz, cerca de 15% da Touriga Nacional, Touriga Franca e Sousão. A propriedade mais afectada foi a Quinta da Trovisca, onde algumas das videiras perderam todos os cachos, como mostram as fotos.
O meu pai diz que a situação deste ano faz lembrar-lhe a colheita de 1988, quando uma grande parte da produção foi destruída também devido ao míldio. Nessa altura eu tinha só 5 anos e não me lembro de nada do que aconteceu. Mas recordo-me que há quatro anos atrás, em 2007, houve também um ataque de míldio por todo o Douro, e não foi por isso que não fizemos um dos melhores, senão mesmo o melhor Vinho do Porto da década. Quer isto dizer que o míldio não vai afectar a qualidade, desde que se tenha o cuidado de remover os cachos secos dos cestos da vindima. Deverá até mesmo melhor a qualidade dos cacho que ficam na videira. Uma vez que a videira tem menos produção, vai concentrar os esforços em amadurecer em boas condições o fruto que resta.
Daquilo que falei com outros produtores, parece que o míldio afectou todo o Douro. Imagino que poucos o irão admitir, e jurarão que está tudo em perfeitas condições nas suas vinhas. Mas o que parecia uma colheita generosa há dois meses atrás está agora transformada numa produção reduzida. E esta redução da quantidade irá certamente melhorar a qualidade de Vinhos do Porto e Douro e ao mesmo tempo subir os preços de ambos os vinhos.
Deixe os seus comentários e questões, terei todo o gosto em responder às suas perguntas.
Oscar
Mudança climática: como é que vai afectar a viticultura no Douro
Nota do Editor: Um destes dias, quando ia com o Luiz Alberto de carro do Porto para o Douro, demos por nós a falar na influência que a erupção em Abril de 2010 do vulcão islandês Eyjafjallajökull teve no clima global bem como na maturação das uvas no Douro, em 2010. Outros temas se falaram. Até que a certa altura desafiei-o a escrever um ensaio sobre em que medida é que a mudança climática vai afectar a viticultura no Douro. E aqui está o texto do Luiz, retirado do seu blog My Wine Studies. É longo, eu sei, mas vale bem a pena ser lido. Oscar
Quando se fala de mudança climática, as variações naturais do clima nunca devem ser postas de lado. Há a “variabilidade do clima”, que se refere às mudanças no comportamento do clima num certo lugar, de um período para outro. Contudo, a mudança climática devido à actuação do Homem é uma realidade e vai ter um grande impacto e muitas implicação em todo o planeta. Os países que mais vinho produzem – Itália, França, Espanha, EUA e Austrália – estão todos em risco. As videiras são extremamente sensíveis a todas as alterações relacionadas com a mudança do clima, mas neste ensaio, vamos fazer uma análise microscópica e apenas será discutido em que medida vai afectar a viticultura no Douro. Esta discussão trata daquilo que é necessário fazer num cenário em que as temperaturas são mais altas (com um aumento da frequência de dias muito quentes), as secas são mais severas, e há um aumento da evaporação à superfície. É necessário direccionar esforços para manter a vitivinicultura viável e rentável nesta região com longa tradição.
O aumento da temperatura pode ter um efeito dramático na videira e, em geral, a solução para as temperaturas mais altas tem sido simples: vá para cima (tanto em altitude como em latitude) e passa a ser reestabelecido o local ideal para uma certa casta. Esta regra certamente que se aplica ao Douro, onde a altitude das vinhas pode variar entre os 100 e os 700 metros. O Douro apresenta outra vantagem em relação a outras regiões vitícolas: a exposição solar é adaptável e é certamente outro dos remédios para os problemas que vão surgir. Uma possível solução poderá ser o abandono dos terrenos com exposição a sul, os quais são demasiado quentes (ou experimentar uma gestão mais drástica da rebentação da videira, incluindo sobreamento), e replantar nas zonas mais frescas com exposição ao norte. O vale oferece uma exposição de 360º, mas uma adaptação mais rápida ao novo cenário vai ser determinante para uma transição com sucesso (vários anos serão necessários para a transição completa, requerendo novas plantações). A grande maioria das novas plantações no Douro Superior (onde a precipitação média chega a ser de 1/3 do Baixo-Corgo) é já com exposição ao norte. As famosas vinhas da Quinta de Vargellas e da Quinta do Vesúvio estão ambas na margem sul com exposiçao ao norte.
No mundo dos vinhos tudo vai muito devagar (são necessários anos para que uma videira comece a dar vinho e muitos mais para que o vinho seja bom), daí a necessidade de se começar a actuar desde cedo. O resto do mundo vai também responder às mudanças climáticas. A eficiência da adaptação é crucial. Uma região tão tradicional como o Douro necessita de adaptar-se rapidamente e mostrar flexibilidade. Algumas leis tornar-se-ão desactualizadas e inapropriadas. Estas leis não farão sentido à luz das novas condições ambientais e terão de ser eliminadas. Por exemplo, há significantes diferenças fisiológicas e morfológicas entre as variedades de Vitis vinifera. Aquelas que são permitidas (ou recomendadas) para ser plantadas têm de ser reavaliadas ao longo do tempo. Há centenas de castas em todo o Portugal. As que são menos sensíveis ao stress hídrico e às altas temperaturas têm de ser favorecidas em relação àquelas que não têm um comportamento tão bom nestas condições (Tinta Barroca ou Tinta Francisca). Contudo, para mitigar este problema, é também possível utilizar porta-enxertos que são mais resistentes à seca (em termos relativos). Assim, o R110 está a tornar-se mais popular no Douro. Era já utilizado no passado (juntamente com o 1103P), mas nos últimos tempos tem havido uma preocupação por parte dos viticultores em utilizar porta-enxertos tolerantes à seca, e não necessariamente indicados para maiores quantidade ou qualidade.
As altas temperaturas, numa região já de si quente, vão inevitavelmente ter consequências negativas no curto-prazo (ao contrário de uma região como, por exemplo, o Mosel onde o aumento do calor está a fazer crescer o número de vindimas de grande qualidade nas últimas décadas): queda nos valores de acidez total (especialmente ácido málico) e aumento do nível de açúcar (que por sua vez produzirá vinhos mais alcoólicos). A vindima temporã é uma possibilidade para minimizar o problema, mas o resultado serão vinhos com uma maturação fenólica incompleta, com taninos mais agudos e verdes. Uma vez mais, castas diferentes (ou clones de uma casta já existente) e porta-enxertos mais resistentes à seca terão de ser plantados. Estas novas plantações vão ter um desempenho melhor nestas condições ainda mais quentes. Castas com maturações teporãs estão mais susceptíveis ao stress hídrico e podem ter alguns problemas dentro da região. A gestão da matéria verde da videira poderia ser uma opção, reduzindo a luz solar e aumentando o sombreamento das uvas. Contudo, o aumento dos rebentos também leva a maior desidratação, sendo uma faca de dois gumes.
Mas a temperatura não é o único efeito directo da mudança climática:
- ocorrência de elevada precipitação pode levar a danos nas vinhas (devido à erosão). Estudos mostram que estas ocorrências tenderão a tornar-se mais frequentes, tornando-se incomportavelmente caro (e intensivos em mão-de-obra) reparar os muros dos socalcos e patamares da região
- rebentação antecipada pode causar grandes efeitos, aumentando o risco de geadas nalgumas castas como o Tinto-Cão. Além disso, se o ciclo começar mais cedo, terminará igualmente mais cedo, significando que a vindima terá lugar mais cedo, num período ainda mais quente do ano. Isto pode levar a redução da qualidade das uvas, devido a uma elevada perda de água e componentes voláteis. A vindima nocturna poderia ser uma opção, mas quem se arrisca a vindimar à noite em terrenos tão acidentados?
- as datas entre castas com maturação precoce (Tinta-Barroca e Bastardo) e tardia (como a Touriga Franca e o Tinto-Cão) tornar-se-ão mais próximas. Dado que as castas com maturação mais tardia tendem a ser mais sensíveis ao aumento da temperatura que as de maturação mais precoce, haverá complicações na gestão da entrada das uvas na adega.
- prevê-se que os níveis de pluviosidade se tornem mais irregulares no Douro com a consequente redução da água disponível. Parece haver um consenso que a necessidade de rega das vinhas tenderá a aumentar com o aquecimento e secas consequência da mudança climática. Dado que a rega no Douro é actualmente ilegal, as autoridades deverão considerar uma alteração da legislação. Parece que o IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto) está disponível para analisar a possibilidade de autorizar a rega em alguns casos onde seja provado que a rega leva claramente à produção de vinhos de melhor qualidade. Há já algumas vinhas onde a rega está a ser testada. Um exemplo é a Quinta de Ervamoira da Adriano Ramos Pinto. Outro exemplo são os testes que a Quevedo está a fazer na Quinta das Olgas, no Douro Superior, desde 2007. Ainda que quatro anos seja um período muito curto, puderam já verificar que algumas vinhas tiveram um desempenho melhor quando regadas, acabando por gerar uvas e vinhos de melhor qualidade. Um bom exemplo ocorreu na vindima de 2010: parte da Quinta das Olgas foi regada, enquanto que a restante vinha ficou a aguardar água da chuva. A parte que não foi regada não conseguiu completar o processo de maturação, deixando muitos cachos totalmente secos. A parte regada produziu cachos com boa concentração de antocianas e componentes fenólicos, que se traduziram em boas cores e aromas.
- enquanto que a rega parece ser uma solução para mitigar o problema das secas mais recentes e habituais, há uma necessidade real de trabalhar medidas que promovam a sustentabilidade da oferta de água em toda a região.
As autoridades e as pessoas do Douro deveriam coordenar-se num esforço conjunto para mitigar estas condições adversas. Como Pancho Campo MW disse A tecnologia de que dipomos hoje em dia tem que estar à disposição do problema, procurando uma maior eficácia dos sistemas energéticos, reduzindo ao máximo as emissões de gases de estufa, desenhando novos combustíveis e promovendo a reciclagem, a reflorestação, etc. A indústria internacional tem que investir na adaptação a novas tecnologias que mitiguem os efeitos das mudanças climáticas e, a nível económico, há que desenvolver planos de incentivo e reduções fiscais para fomentar a adaptação. Políticos, científicos e economistas devem concertar esforços.” O lucro é o motor da indústria do vinho (e de qualquer indústria), mas mostrar que uma adega está a fazer “a sua parte” na preservação do sistema é igualmente essencial. Os consumidores estarão atentos às políticas adoptadas para combater as emissões de dióxido de carbono, onde quer que estejam. As expectativas são altas e caso se falhe poder-se-á comprometer a imagem de toda a região. Não só é necessário encontrar soluções que se adaptem às condições desfavoráveis que o futuro trará, mas também para fazer todo o esforço possível de modo a que o trajecto que se escolha seja o que menos consequências negativas tenha.
Por Luiz Alberto, disponível em My Wine Studies
Naked Wines tour 2011 – uma semana de provas pelo Reino Unido
Segunda-feira vou para Inglaterra para o que é conhecido como a Viagem dos Enólogos Nus (Naked winemakers tour em inglês). Isto não quer dizer que vou viajar nu por Inglaterra. Não, pode ficar descansado. O que realmente quer dizer é que o nosso importador, Naked Wines (ou “Vinhos Nus” em português), está a organizar provas de vinhos em Norwich, Brighton, Londres, Bristol, Birmingham, Manchester, Leeds e Edimburgo. Com esta iniciativa, a Naked Wines apresenta aos seus clientes os produtores que representa, num ambiente informal e divertido.
Para nós produtores vai ser uma semana longa, já que vamos correr a Inglaterra de sul para norte no Naked Bus. Mas tenho a certeza que o cansaço não se vai sentir porque o grupo é jovem e divertido e, mais importante, adora redes sociais.
Se vive nalguma destas cidades pode encontrar-se comigo e com outros produtores como o Ryan O’Connell do Love that Languedoc Wine, de 25 de Junho a 2 de Julho. Dê uma vista de olhos em www.nakedwines.com/tastingtour e confirma se ainda há entradas disponíveis para a sua cidade.
Oscar
Uma palavra ao mês de Maio
Maio trouxe-nos boas notícias. Maio, o mês das fortes chuvas e tempestades no Douro, que em alguns anos destroem a colheita, foi, este ano, um mês de bonança. E porquê? Porque começámos a distribuir os nossos Vinhos do Porto em 3 novos mercados: Finlândia, Letónia e Brasil. Brasil tinha sido considerado por nós como a grade prioridade para 2011, uma vez que estávamos realmente motivados para encontrar um bom distribuidor para este mercado. Não posso dizer que não estivéssemos à espera deste resultado, uma vez que tínhamos feito alguns investimentos neste sentido, tendo participado na feira Expovinis, em São Paulo no passado mês de Abril. Esta foi de facto uma visita importante para conhecer o mercado e eventuais importadores para os nossos vinhos.
Por outro lado temos a Finlândia e Letónia onde, honestamente, não estávamos à espera de encontrar distribuição tão rapidamente. No passado tínhamos feito alguns contactos na Finlândia, mas nada realmente consistente que nos pudesse assegurar que íamos encontrar um cliente. E depois a Letónia. “O quê, mesmo? Vocês querem realmente os nossos vinhos?” Foi a minha pergunta no calor da novidade! Estou curioso para ver como evoluem as vendas neste mercado, uma vez que a Letónia representa menos de 0.1% das vendas totais de Vinho do Porto. Mas o que é facto é que os vinhos já lá estão e quem vive nestes países já pode saborear os nossos néctares!
Quando encontramos o parceiro certo apercebemo-nos que todo o árduo trabalho, as viagens de um sitio para outro, emails enviados, mensagens recebidas, valeram cada minuto do nossos tempo. E sinto que cumprimos uma missão! Mas o ano ainda não acabou e outras tarefas há para cumprir, nomeadamente pintar a casa da Quinta Vale d’Agodinho!
Life on the Douro parte 2, por Zev Robinson
Zev Robinson está de regresso com a segunda parte do Life on the Douro. Depois de ter passado uma semana no Douro e Porto em Fevereiro passado, durante o Explorers Tour de Roy Hersh, Zev mostra-nos agora a última parte do seu projecto sobre a cultura do Douro e do Vinho do Porto. Nesta fase, Zev concentrou-se em entrevistar muitos outros produtores de Vinho do Porto. Está agora a trabalhar na organização de todo o material que recolheu para apresentar o documentário final em Setembro. Se não me trai a memória, Zev esteve quatro vezes no Porto e Douro durante os últimos 12 meses, na Primavera, Verão, Outono e Inverno. Recordo que pode ver a primeira parte do Life on the Douro aqui.
Hoje, dia 10 de Junho, o filme do Zev “Dinastia Vivanco: Giving back to wine what wine has given us” é apresentado em San Francisco. Veja a sinopse do documentário aqui. Vale bem a pena conhecer a história desta família!
Oscar
Bloggers nas tradicionais revistas de vinhos
Os bloggers de vinho e as redes sociais como um todo, estão a tornar-se cada vez mais populares entre os consumidores de vinho. Os media tradicionais, como jornais ou revistas especializadas estão a viver um período difícil, uma vez que cada vez mais pessoas procuram informação sobre vinhos na internet, em vez de comprarem a revista ou o jornal. A fuga para o on-line também está a ser levada a cabo pelas empresas, as quais em vez de comprarem publicidade nas revistas, procuram comunicar com os seus clientes na internet.
Foi com alguma surpresa que vi um artigo na maior revista norueguesa de vinhos sobre bons blogs de vinhos, que vale a pena seguir. Em vez de ocultarem e menosprezarem os blogs de vinho, o que eles fazem é sugerir blogs a ler. Boa estratégia Magasinet VIN! Os vossos clientes vão agradecer as vossas recomendações e manter-se-ao leais à vossa revista!
Oscar








Em 1991 Quevedo fez-se marca, sucedendo a gerações de dedicada paixão pela vinha e pelo vinho. Desde então fundámos a nossa estratégia na sabedoria dessa tradição. Assim, para garantirmos as melhores uvas ano após ano, começámos por estender as nossas vinhas até aos 100 hectares que hoje cultivamos nas férteis regiões de Cima-Corgo e Douro Superior; e para honrarmos (ou dignificarmos) o seu incomparável sabor, ampliámos e equipámos a adega com tecnologia vinícola de ponta, sob a direcção da enóloga da família, a Cláudia. O resultado são vinhos que sabem ao xisto onde nasceram, ao sol que os amadureceu, à gente que os colheu. Com mais de um século de vida dedicada ao vinho, Quevedo é muito mais que uma marca, é uma família que vive para o vinho e se orgulha de oferecer ao mundo o melhor que o Douro tem.