Contrução da barragem do Tua in the Douro valley
O ser humano sempre utilizou a natureza para benefício pessoal. Durante muitos anos o rio Douro foi utilizado para o transporte de Vinho do Porto, desde o Alto Douro vinhateiro até Vila Nova de Gaia, cidade a partir da qual o Vinho do Porto era posteriormente exportado. O barco utilizado para o transporte, como certamente estará recordado, era o rabelo. Com a chegada do caminho de ferro numa primeira fase, e mais tarde das estradas pavimentadas, o barco rabelo deixou de ser utilizado no transporte de vinho para passar a ser usado para fins turísticos. Houve uma outra coisa que o homem criou e que alterou a paisagem do vale Douro bem como toda a trajetória do rio até à foz, no oceano Atlântico. Apesar de terem tornado a viagem mais segura, reduzindo o risco de afundamento dos barcos, estas construções criaram igualmente barreiras de cimento para os peixes, para a água mas também para os barcos. Certamente que já se apercebeu que estamos a falar das cinco barragens construídas há mais de três décadas, três das quais estão em pleno Alto Douro vinhateiro.
Para além de domesticar o rio, as barragens têm como principal função gerar energia. Muita energia que faz a região desenvolver-se, reduzindo a dependência portuguesa de fontes de energia importadas. Mas, ao mesmo tempo, as barragens alteraram a paisagem para sempre. Eu ainda não era nascido quando as barragens foram construídas, mas imagino o Douro como um grande ribeiro, como o podemos ver nos dias de hoje numa das melhor regiões vinícolas de Espanha, a Ribera del Duero.
Depois da primeira fase de construção de barragens, mais projetos estão a ser planeados ou construídos no vale do Douro. Há um projeto para o rio Côa que submergiria a grande maioria das pinturas rupestres da área bem como uma considerável extensão de vinhas, oliveiras e amendoeiras, incluindo a Quinta de Ervamoira, propriedade da A. Ramos Pinto. Uma outra barragem, esta já em construção, deverá começar a produzir energia em 2014. A EDP, a virtual monopolista na produção e distribuição de energia em Portugal, está, uma vez mais, por trás do projeto, tal como há 36 anos.
Há organizações contra o projeto, defendendo que o Douro Património da Humanidade pela UNESCO está a ser modificado com esta massa de betão. Honestamente, também a mim não me agrada ver mais uma barragem no vale do Douro, mas a verdade é que vai trazer desenvolvimento para uma área que precisa de investimento e que está a perder população a cada ano que passa. Desejo que com a barragem os turistas venham até às margens do rio e que restaurantes e hotéis sejam também vistos por lá. Os trabalhos de construção decorrem com rapidez, como mostra a fotografia acima, já que nada pode parar o desejo do homem de aproveitar o que a natureza oferece.
Oscar
Seca no Douro – como deveria estar e como de facto está o solo
Quinta Senhora do Rosário – December 2008
Quinta Senhora do Rosário – February 2012
Que há de errado nestas duas fotografias? Uma vez mais está tudo relacionado com o tempo. Há quase três meses que temos céu limpo, com o sol a brilhar por todo o lado, de meter inveja a muitos Verões em Portugal. A primeira fotografia é de Dezembro de 2008, enquanto que a segunda foi tirada ontem, a 24 de Fevereiro de 2012.
Nesta última fotografia podemos ver que os caminhos apresentam um castanho claro devido ao longo período sem chuva. Não há ervas no solo dado que não há água à superfície. Ainda há alguma humidade no solo, a mais de um metro de profundidade, mas com o chegar das temperaturas na Primavera esta humidade vai reduzindo-se lentamente, aumentando o risco de seca das vinhas. Alguns produtores estão a regar as plantações novas, enquanto surgem alguns fogos depois de se queimarem as vides. As coisas não estão fáceis a não ser que venham para fazer turismo.
Oscar
O que é o TCA – sabor a rolha e como se faz a rolha bar top
Apesar do importante papel que a rolha tem no mundo dos vinhos, ainda não falámos muito sobre este tema no nosso blog. Como certamente saberá, a rolha é um produto natural obtido da casca do sobreiro. Quando há umas semana visitei a unidade de rolhas bar top da Amorim aproveitei para recolher algum materail para partilhar aqui convosco. No Vinho do Porto de consumo mais rápido, utilizamos uma rolha reutilizável, fácil de abrir e de voltar a tapar. O vídeo abaixo mostra de uma maneira rápida e de difícil compreensão como é que a máquina funciona.
Em cima, poderá ver uma pequena entrevista a Hugo Mesquita, Diretor de Vendas & Marketing da unidade RARO da Amorim. A questão principal é O que é o sabor a rolha que por vezes estraga os vinhos. Veja o vídeo e partilhe comentários e experiências!
Oscar
Como enxertar videiras
A filoxera estabeleceu um novo paradigma na viticultura duriense e na de quase todas as regiões produtoras de vinho. Desde 1850 que este minúsculo inseto de nome filoxera, que se alimenta de folhas e raÃzes de videiras um pé franco, ou seja, não enxertadas, alterou a maneira como se plantam as videiras. Até então, a videira era plantada diretamente no solo, tendo as suas próprias raÃzes, as quais eram vulneráveis à filoxera.
Para evitar que as raÃzes, e consequentemente, a planta fosse destruÃda pelo inseto, os viticultores começaram a plantar uma planta mais robusta e resistente à voracidade da filoxera. Nesta planta, também conhecida por americano porque foi dos EUA que veio a cura para a filoxera (tal como o próprio inseto tinha vindo umas décadas antes), é enxertado um garfo ou vide da casta que se pretende fazer crescer, como Touriga Nacional, Tinta Roriz ou qualquer outra.
A arte de enxertar é muito importante na viticultura, já que a partir desse momento teremos uma videira com capacidade para dar fruto de qualidade. O que quero partilhar convosco hoje é o modo como a enxertia se faz. Há as seguintes fases a saber, que constam do video acima:
- o porta-enxerto deverá ter sido plantado há pelo menos um ano
- o melhor momento para enxertar é umas semanas antes de iniciar o novo ciclo da videira
- corte uma vide com dois olhos, a crescer para cima para enxertar
- faça um corte horizontal no porta-enxerto, a cerca de 10 – 20cm do nÃvel do solo para que a união fique tapada com terra
- faça um corte perpendicular no porta-enxerto onde vai inserir o garfo ou vide
- ate bem a união com ráfia
- dê um aperto final no garfo para ficar bem preso
- cubra o enxerto com terra e regue de duas em duas semanas durante 6 meses com uns litros de água
Dúvidas? Imagino que tenha algumas!
Oscar
Dia 27 de Janeiro é o dia Internacional do Vinho do Porto
Na Sexta-feira, 27 de Janeiro, será celebrado o dia Internacional do Vinho do Porto. O Center for Wine Origins está a organizar e a promover este evento de um dia, no qual qualquer um, em qualquer lugar, pode participar e fazer parte da celebração. A ideia por detrás deste evento prende-se com a importância de recordar aos consumidores que o Vinho do Porto, que representou cerca de 0,7% das exportações portugueses em 2011, é um vinho fortificado genuíno e singular, feito apenas no norte de Portugal, no vale do Douro. Há vários países que produzem imitações de Vinho do Porto, como os EUA, Argentina, África do Sul ou Austrália, criando confusão e dúvida no consumidor sobre qual é o original e qual é a cópia.
Nós vamos juntar-nos à comemoração do dia do Vinho do Porto promovendo atividades lúdicas no nosso armazém, na Rua de Santa Marinha 77, em Vila Nova de Gaia. Neste lugar, todos poderão provar diferentes estilos de Vinho do Porto e partilhar as suas experiências na internet, nas redes sociais. Para tal, haverá computadores disponíveis ao público, de modo que os visitantes possam divulgar a mensagem da celebração do dia do Vinho do Porto. E sempre utilizando #PortDay nas redes sociais.
O Center for Wine Origins foi fundado em 2005 pelas regiões vitivinícolas de Champagne, em França e do Porto/ Douro. Ambas são reguladas pelo sistema europeu de denominações de origem, que tem como desígnio garantir a autenticidade e qualidade aos consumidores. Esta organização representa o Comité Interprofessionnel du Vin de Champagne (CIVC), o associação que representa todos os produtores de Champagne e o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), a instituição que representa todos os produtores e engarrafadores de Vinho do Porto. Localizado em Washington, D.C., esta organização está envolvida em muitas atividades que têm por finalidade educar consumidores, políticos e os media sobre a importância de manter os rótulos das garrafas de vinho precisos.
Oscar
Água, onde estás?
Aqueles que visitaram o sul da Europa nas últimas semanas sabem bem o significado do título deste artigo. O tempo no vale do Douro, em Portugal, e também em muitas áreas do Mediterrâneo tem estado fabuloso. Céu limpo com o sol a brilhar desde o amanhecer até ao anoitecer, acompanhado de temperaturas amenas. Se não vivêssemos da agricultura, mais precisamente da viticultura, este seria o nosso clima de eleição. Mas sol a brilhar significa que não chove e as videiras precisam de água para esta nova temporada que está prestes a começar.
Estive a ver osdados nacionais de pluviosidade dos últimos meses do SNIRH e são realmente desapontantes. Quase ainda não choveu em Janeiro, em Dezembro choveu um terço da média de longo prazo, e pior, em todo o ano de 2011 a pluviosidade foi inferior a 50% da média anual dos últimos 70 anos.
Consequências: estamos em Janeiro, no pico do Inverno, e já estamos em seca moderada em todo o território do vale do Douro, segundo o Instituto Português de Meteorologia. Não são boas notícias de todo para o ano que está a começar. Para fazer bom vinho numa região quente como o Douro, as videiras necessitam de ter acesso a suficientes reservas de água no subsolo, o que agora não se verifica. Como deve estar recordado, a rega no Douro é proibida, sendo apenas permitida em certas e muito específicas condições. Esperemos assim que o bom tempo termine e que as negras e carregadas nuvens comecem a mover-se do Atlântico para interior, em direção ao Douro.
Oscar
Vindima no Douro pela Monique de Jager
Oscar Nota do Editor: O artigo que encontra em baixo foi escrito por uma amiga holandesa, Monique de Jager, que passou uma semana connosco durante a vindima de 2011. Desafiei-a a partilhar a sua experiência e aqui fica o relato. Se arriscar uma visita ao Douro em Setembro avise-nos. Oscar
Vindimas no Douro - fantástico mas duro periodo do ano para todas as adegas. O Eugène e eu (Monique) estivemos lá em Setembro de 2011
O meu irmão tem sido um apaixonado por Vinho do Porto nos últimos 3 anos. No ano passado ele conheceu o Oscar na Holanda, durante uma prova em Nieuwegein. O Oscar convidou o Eugène para vir à adega ajudar na vindima. Foi então que o Eugène começou a fazer os planos para a viagem ao Douro e quase um ano depois e a poucas semanas antes de partir para Portugal convidou-me. Tive que organizar a minha vinda com o meu marido (Ronald), filhos (Jelle e Sietse) e também no trabalho. Tudo acabou em bem! Eu fui a sortuda que teve a oportunidade de ir para o Douro com o meu irmão Eugène. Depois de um dia completo de trabalho no hospital – onde sou enfermeira – ao fim do dia deixámos Amesterdão num avião com destino ao Porto, chegando a tempo de levantar o nosso Clio no rent-a-car do aeroporto. Depois de uma curta noite no Hotel Ibis fomos fazer umas provas de Vinhos do Porto muito bons: Tawnies velhos e Porto Vintage. Escrevo tudo em maiúsculas pelo respeito que tenho pelo Vinho do Porto e pelo Douro.
Começámos a nossa viagem para a adega Quevedo em S. João da Pesqueira; o destino final na viagem ao Douro. Depois de duas horas e meia a conduzir, eram 18h quando chegámos à adega. Encontrámo-nos com o Oscar (junior) e Cláudia, irmã dele. Foi uma recepção calorosa de boas-vindas. O Oscar mostrou-nos a adega em linhas gerais e deu-nos a provar um Vinho do Porto. Apercebemo-nos que era um período de muita agitação. A vindima é a parte mais intensiva do ano. E ainda assim, a família estava amigável e aberta a receber-nos, sempre com tempo para mostrar as etapas da adega e os movimentos das uvas. Conhecemos também os pais do Oscar e da Claúdia. Fomos até convidados para jantar na quinta-feira da semana que por lá passámos. Foi muito agradável conhecer o Sr. e a Sra. Quevedo. Ficamos a conhecer bem esta família trabalhadora. Um dos amigos que conhecemos no encontro de fim-de-semana falou-nos do Oscar. Depois de acabar o curso na universidade, o Oscar trabalhou na banca. Mas depois mudou a carreira quando o avô morreu. O Oscar quis ajudar na adega e começou a trabalhar na empresa da família. Ele, o Oscar, mudou as coisas de um modo positivo. Encontrou o trabalho da vida dele. Passou a ser mais feliz do que nunca. A meio da tarde o Oscar trouxe-nos para a casa em Valongo dos Azeites. Foi fantástico ver uma casa tão elegante num ambiente tão bonito. Ficamos surpreendidos. A casa pertence à família. Tinha sido acabada de recuperar, podíamos ainda sentir o cheiro a tinta.
No dia seguinte tivemos de estar na adega às 7h. Foi-nos dado um par de tesouras para apanhar as uvas. E era tudo, era essa a ferramenta que precisávamos, e também um chapéu para o sol e as vestimentas certas o trabalho. Tivemos de trabalhar em lugares rochosos e inclinados. É um trabalho onde se faz muito exercício. É como ir ao ginásio e trabalhar os músculos. Bem, lá seguimos nós com o nosso Clio para a casa dos pais do Oscar. Durante o caminho ainda vimos um lindo amanhecer. Aí conhecemos o pai do Oscar, o Sr. Quevedo, Oscar Quevedo. Com o seu jipe e outro pessoal da Roménia e Bulgária fomos para a vinha. Era um lugar rochoso, apertado e com caminhos sinuosos. Gostámos muito da vista. Ao princípio, cerca das 7.30, estava fresco nos valados mais altos. Mas depois, quando o sol subiu e os raios começaram a fazer o seu trabalho, tornou-se, de um momento para o outro muito quente.
Foi um grande momento quando apanhámos as primeiras uvas. Era aquilo que tínhamos vindo. Apanhar uvas, a vindima na Quevedo. Deu-nos energia extra. Foi também muito interessante trabalhar com pessoas estrangeiras. O objectivo deles era bem diferente do nosso. Dois mundos separados. Fez-me pensar nas diferenças no mundo também. Temos muita sorte no estilo de vida que temos aqui na Holanda e na maneira como pudemos visitar Portugal do modo que o fizemos.
A parte mais engraçada é que quando o Eugène começou a cortar o primeiro cacho de uvas, cortou o dedo, começando a sangrar. Parecia mas não era líquido das uvas, era sangue de verdade. Envolvi o dedo dele numa compressa artesanal e teve de contentar-se com isso porque ninguém levava pensos rápidos. Durante a tarde aconteceu-me a mim… Por sorte foi a última vez que nos cortámos porque à tarde decidimos comprar luvas de jardinagem numa loja em S. João da Pesqueira. Gostei tanto das luvas e das tesouras que comprei uns pares para trazer para a Holanda, para os meus amigos e para mim. Às 9.30 fizemos uma pausa de meia-hora. Os Oscares pai e filho levaram-nos até à vila onde nos serviram uma chávena de café e pastelaria deliciosa. Portugal é famoso pela sua pastelaria! Pude agora confirmar que é verdade! De regresso à vinha começámos a segunda parte do dia a apanhar uvas. Quando uma parcela terminou, o Oscar levou-nos para outro lado da quinta; era realmente montanhoso; de vez em quando um buraco. De repente ficamos presos e o jipe quase se virou. Por sorte uns homens fortes e valentes voltaram a meter o carro em quatro rodas.
Entre as 13h – 14h almoçámos e depois do almoço fizemos uma grande sesta no cimo da quinta. Entre as 14h – 17h fizemos a última etapa de vindima do dia. Quando terminámos às 17h, era hora dos vindimadores irem para casa descansar e preparar-se para o próximo dia, mas para a família Quevedo era diferente; a parte mais importante do trabalho estava a começar sem sinais de hora para terminar. Até durante a noite havia que controlar a fermentação para finalmente se fazer autêntico Vinho do Porto e Douro.
As mais fantásticas coisas serão feitas aqui, na adega pela Cláudia. Claro que não haveria Vinho do Porto sem o trabalho conjunto do Oscar júnior e sénior. E sempre sem esquecer a mãe que sem se ver organiza as coisas na família.
Agora dizemos obrigado pelo maravilhoso tempo que passámos convosco, pela vossa hospitalidade e simpatia. Adorámos apanhar uvas e ainda mais beber o Vinho do Porto. Na Holanda o Porto Quevedo está à distância de um pequeno passeio de nossa casa. Assim, estamos sempre próximos do Porto Quevedo e podemos manter a memória fresca desta fantástica experiência que passámos com a família Quevedo no Douro.
Monique de Jager
Atlas do Vinho de Oz Clarke – a minha prenda de Natal
O Natal já lá vai, mas vamos voltar às prendas que ele nos trouxe, não este ano mas há uns dois anos atrás quando recebi o Atlas do Vinho de Oz Clarke. Ainda que tenha sido a minha prenda preferida desse Natal, deixei-a muitos meses no meio de tantos outros livros. Na semana passada, sem nenhuma razão que o justificasse, decidi resgatá-lo do pó da estante e folheá-lo.
Sempre aprendemos alguma coisa com a leitura de um livro ou de uma revista, ou mesmo do catálogo do supermercado. Os livros que mais prazer nos dão são aqueles que nos agarram durante horas, que nos levam para longe e não nos deixam voltar. O Atlas do Vinho de Oz Clarke é um desses. Antes de começar a ler, pensei que fosse animado mas ligeiro e um pouco simples. Estava totalmente enganado. O Atlas do Vinho é na verdade muito completo e detalhado. O Douro é referido várias vezes pelo clima, solo ou paisagem e sempre com muita precisão. É um grande guia para principiantes e para conhecedores mais avançados. Recomendo verdadeiramente. Desligue a televisão mais cedo e não tenha medo de o abrir. Vale bem a pena o seu tempo e os seus amigos vão agradecer da próxima vez que lhes ensinar mais alguns detalhes numa prova de vinhos.
Oscar
Os meus 12 desejos climáticos para 2012
1. 2012 deveria começar com um nevão de 5cm em Janeiro para pintar tudo de branco
2. um Fevereiro muito frio para ajudar os vinhos a limpar
3. um mês de Março com muito sol para que as amendoeiras em flor fiquem ainda mais bonitas
4. em Abril águas mil, e assim teremos reservas de água no solo para fazer face ao calor de Verão
5. Maio ameno e seco, sem as doenças que nos afectaram em 2011
6. pelo menos um dia limpo e quente em Junho, para que dia 24, no dia de S. João, no Porto, a regata de rabelos no Douro navegue bem
7. Julho quente e seco, onde quer que eu vá de férias
8. dois dias de chuva em Agosto para reidratar as videiras
9. uma vindima feliz só se consegue com um Setembro ameno e seco
10. nevoeiro e frio em Outubro ajudam as azeitonas a acabar de amadurecer
11. Novembro que comece soalheiro fazendo jus a São Martinho
12. qualquer coisa para Dezembro está bem, desde que nos sintamos felizes pelos 11 meses que passaram
Oscar
Paragem de fermentação, trabalho durante o Natal
Estamos em Dezembro, bem perto do dia de Natal, mas ainda temos um vinho tinto a fermentar na adega. Sinceramente, não é nada bom sinal. A fermentação alcoólica do vinho parou antes de todos os açúcares terem sido transformados em álcool, o que nos deixa numa situação complicada. Tanto que, se o açúcar que permanece no mosto for transformado pelas bactérias láticas em ácido acético, então teremos vinagre em vez de vinho.
Dito isto, o que estamos a tentar fazer é reiniciar a fermentação alcoólica, inoculando o mosto com leveduras seleccionadas de modo a que possam transformar o açúcar em álcool. Se isto correr bem, posso garantir que vamos ter um vinho delicioso, já que o mosto cheira muito bem.
Como devem saber, as leveduras necessitam de uma temperatura ideal de fermentação entre 18º e 21º. A temperatura exterior está perto dos 0ºC. Precisamos de aquecer o mosto antes de colocarmos as leveduras, para que não morram de hipotermia!
Vai ser um Natal diferente este ano, com vinho ainda a fermentar. Cruzem esses dedos!
Oscar









