Filosofia

DSC06929

null

Há um longo e incerto caminho da escolha do terreno até ao copo de vinho no sofá de casa ou na mesa do restaurante. Pela tradição que a família tinha na produção de vinhos a primeira parte já não era um problema: a família já tinha muita experiência no cultivo e vinificação das uvas que colhia. Faltava a parte da comercialização, da venda do vinho em garrafa; e passaram muitos anos até darmos esse passo. Talvez fosse a frase do nosso bisavô Raul a alimentar essas preocupações, sobretudo na vertente sobre os vinhos de mesa; dizia ele que “o vinho de consumo só traz consumições”.

Havia que dar alguns passos para fechar o ciclo com que o nosso pai sonhava: “da videira ao copo”. Historicamente a oferta de Vinho do Porto faz-se para um consumidor numa facha etária superior a 50 anos e toda estratégia de comunicação é coerente com este perfil. Por outro lado, o consumidor com menos de 40 anos tem estado esquecido e a Quevedo queria ir ao seu encontro.

Havia que criar uma marca que se identificasse com os vinhos que produzíamos e com os consumidores a que nos dirigíamos. Um vinho genuíno para consumidores modernos, que bebem o seu Porto com naturalidade e descontração: no fundo um Porto fácil de beber.

Acabou por ser mais fácil do que parecia; afinal o produto era genuíno e quem o provava facilmente se apaixonava pelos néctares da Quevedo. E é na genuinidade dos nossos vinhos que assenta o sucesso que temos obtido.

E se o consumidor quiser beber o nosso Porto a 13º com uma pedra de gelo, ou até misturando Porto branco com agua tónica, nós não nos vamos opor. Pelo contrario pois se há Porto para todas as ocasiões, Quevedo só tem que as descobrir!

If you enjoyed this post, please consider leaving a comment or subscribe to the feed and get future articles delivered to your feed reader.