Espionagem em Saint Emilion

Ol de novo, estou de regresso ao relato do meu tour de France.

No dia seguinte ao da prova do Vintage, meti a bicicleta do Denis no comboio e parti rumo a Saint Emilion. Menos de uma hora depois, estava numa vila medieval muito bonita, mui turstica e bem preservada: quase um caso de estudo da conservao e restauro de patrimnio histrico, e ainda por cima vibrante de vida e de vinho.

Depois de escalar, a pedalar, a colina que a vila, decidi subir os muitos degraus da torre que a domina; l de cima, avistei uma incrvel plancie verde de vinhas, cenrio para boas fotografias e vinhos excelentes, segundo dizem. curioso como podem nascer vinhos extraordinrios tanto num local to aparentemente harmonioso como este, como num dramaticamente belo como o Douro.

A verdade que, minutos depois, estava a provar um Chateau Moulin des Graves 2004 e um Chateau Hautes Graves 2003, apresntados pelo seu simptico produtor na Maison du Vin, o museu dedicado ao nctar. E foi a que percebi o que que me faz mesmo falta: um curso de prova de vinhos! J passou quase um ms, mas ainda tenho (debaixo da lngua, atrs do nariz… no importa) dizia eu que trago comigo um aroma que no consigo identificar nem descrever, e creiam que j tentei tudo, at a roda dos aromas.

Mas o que mais me impressionou nesta visita foi a ateno aos detalhes em todos os chateaux – e descobri que “chateau” no significa castelo, mas equivale ao que chamamos “quinta” c no Douro. Das tabuletas em madeira s sebes de alfazema e buxo, tudo respira bom e muito gosto em agradar aos visitantes.

Vejam que bom exemplo para ns… mos obra, Quevedo!

If you enjoyed this post, please consider leaving a comment or subscribe to the feed and get future articles delivered to your feed reader.