Using English terms on Port Wine bottles

Grahams_Colheita_1961A influência da cultura inglesa no Vinho do Porto começou há vários séculos atrás, na altura em que os primeiros comerciantes ingleses vieram para Portugal e se instalaram em Vila Nova de Gaia. Na verdade, a chegada dos ingleses coincide com a criação do próprio Vinho do Porto. Por isso, é sem surpresa que vemos que este vinho fortificado feito no vale do Douro adoptou a terminologia inglesa para classificar os diferentes tipos de Vinho do Porto. A única palavra que eu conheço que é generalizadamente adoptada para classificar um tipo de Vinho do Porto é “Colheita”. Colheita é um tipo de Vinho do Porto que envelhece em cascos de madeira durante um período mínimo de 7 anos, sendo depois engarrafado, sem ser misturado com vinho de outras colheitas. O ano da colheita constará do rótulo.

Há uns dias atrás apercebi-me que “Colheita”, apesar de ser o termo utilizado para definir este tipo de Vinho do Porto, não é obrigatório que conste no rótulo. Apenas deve constar o ano de colheita, complementado, caso o proQuevedo Colheita 1992dutor o queira, por mais algum termo. Foi isso que a Graham’s, outro produtor de Vinho do Porto, fez quando lançou o Colheita 1961. No rótulo pode ler “1961 single harvest tawny Port”.

Esta é uma opção inteligente para identificar um colheita sem ter que utilizar o termo em português, o qual, como sabemos, não é de todo das palavras mais fáceis que temos. Imagino que esta solução seja preferível para a grande maioria dos clientes deste vinho, que certamente não estão familiarizados com a lingua de Camões. E como os portugueses estão habituados aos termos ingleses, esta deve ser uma solução que agrada a todos.

Agora talvez esteja a perguntar, “Oscar, sabendo agora que podem utilizar um termo inglês para definir um Colheita, estão a pensar alterar os vossos rótulos?” Bem, há certas tradições que devemos manter. Creio que vamos continuar a usar os mesmos termos que os meus pais utilizavam antes.

Quanto ao Graham’s Colheita 1961, que foi lançado recentemente pela família Symington, resulta de uma selecção de três cascos de um lote total de 14 que a família tem na cave. Mas veja mais informação sobre o Colheita 1961 no blog da Graham’s.?

Oscar

3 Comentários Added

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  1. Michael Grisley 13 13UTC Abril 13UTC 2011 | reply
    Oscar, I'm glad that Quevedo is keeping to tradition and will continue to label their Colheita ports as a "Colheita." I think if you remove that from the label, it takes away from the mystique and tradition that many people seek out when they purchase a Colheita port. At least in the US, I believe more and more people are accustomed to words like Colheita or Cosecha on Spanish wine labels as they purchase and drink more Portuguese and Spanish wines. For that reason, I don't feel it's necessary to anglicise your labels, if for nothing else, I think it makes people feel quite knowledgeable when they can bring a bottle of port to their friends house and use Portuguese words like Colheita!
  2. Andy Velebil 13 13UTC Abril 13UTC 2011 | reply
    I agree with Michael.The term Colheita has been the accepted and used term on labels of single vintage Tawny Ports. To deviate from that now only adds to the confusion people have over the types of Port in general. After a few hundred years, isn't it time my friends in the UK finally learn one new word, I think so. I mean they seem to have no issues with VP, LBV, Crusting, Reserve Ruby, Tawny with an indication of age, and all the other terms used. So why is it so hard for them to understand one simple word...Colheita!
  3. Guglielmo Rocchiccioli 25 25UTC Abril 25UTC 2011 | reply
    I would like to share the tasting notes and the pairing with food of a White Port. PORTO CÁLEM ESTD. 1859 - WHITE & DRY PORTO - VINHO DO PORTO - PRODUZIDO E ENGARRAFADO POR A.A. CÁLEM & FILHO. S.A. - VILA NOVA DE GAIA - PORTUGAL 20% Cálem White & Dry ages in oak casks and in inox vats. With tinges of green colour, it presents a floral and young bouquet. In the mouth is subdy dry, smooth and balanced. Ideal with starters and fruits. VISUAL ANALYSIS: amber yellow colour with orange tendencies. OLFACTORY ANALYSIS: the oxidation sensation is pleasantly present; the olfactory scene is painted of medlars, lemon jam, raisins, vanilla, toasted smell, curry, grass and white lilies. GUSTATIVE ANALYSIS: dense, intense and solid; we are chewing the lemon jam sensation and the final has the sweet touch given by the alcoholic grades; the wine points out its great structure and its impressive balance between the softness and the acidity in the form of salivation; the gustative persistency is swinging between 7 and 8 seconds. WINE-FOOD COMBINATION: sipping wine MY PERSONAL OPINION: a vehement and passionate wine, at the nose and the palate, which invites you to a meditation. Try to communicate with the olfactory-gustative sensations of this wine implies the knowledge of idioms of huge cultures and yet, it is not easy to catch the real meaning, due to the fact that its essence remains much higher than imaginable for an oenological product.

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