Vindima 2010: resultado do primeiro controlo de maturação
Seguindo uma espécie de tradição que começámos em 2007, o primeiro controlo de maturação efectuado às nossas uvas é levado a cabo dia 10 de Agosto. O lugar escolhido é como sempre a Quinta Vale d’Agodinho, a qual dividimos em 4 partes: portão cimeiro, casa, laranjeiras e norte dos depósitos da água. Às 6h da tarde lá estava eu, com mais duas pessoas para me ajudarem nesta hercúleo tarefa. Com 43º de temperatura, a minha irmã na praia, o sol a bater-me nas costas e o rio lá ao fundo a uma distância não alcançável, pensei porque razão tinha escolhido viver no Douro. Nem mesmo as uvas me podiam ajudar a hidratar, ainda estão pouco maduras e ácidas. Alguns bagos ainda verdes, especialmente o Tinto Cão e o Sousão. E é essa a grande conclusão: a maturação está atrasada. Uma vez que os níveis de açúcar estão ainda muito baixos, com um álcool provável de 10,05%, as uvas precisam de pelo menos mais cinco semanas nas videiras. Não deveremos começar a vindimar na Quinta Vale d’Agodinho antes de 20 de Setembro.
Álcool a 10 de August Início da vindima
2007 10.49% 19 Setembro
2009 11.86% 14 Setembro
2010 10.05% ?
O principal contributo para este atraso na maturação vem do Inverno frio. Tanto a rebentação como a floração vieram já atrasadas, o mesmo devendo acontecer com a vindima. Além disso, uma outra coisa interessante que vi, e que retrata bem o Inverno e Primavera que tivemos, é a pujança da rebentação. Os elevados níveis de humidade no solo, levaram a que as videiras desenvolvessem mais rama do que o habitual. Toda esta folhagem tem sido controlada e cortada, para levar a que a videira se concentre no que é importante: as uvas.
E como é que o tempo tem estado nas últimas semanas? Como por todo o Portugal, extremamente quente e seco, o que não é bom para as videiras nem para as uvas. Em alguns caso, quando os cachos não estão ao abrigo das folhas, o sol pode queimar a pele do bago. Há já alguns sinais de uvas queimadas. Espero que as temperaturas baixem rapidamente, especialmente durante a noite e se chovesse durante um ou dois dias, até duas semanas antes do início da vindima, a qualidade das uvas sairia beneficiada.
Oscar
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Luís Reis







Em 1991 Quevedo fez-se marca, sucedendo a gerações de dedicada paixão pela vinha e pelo vinho. Desde então fundámos a nossa estratégia na sabedoria dessa tradição. Assim, para garantirmos as melhores uvas ano após ano, começámos por estender as nossas vinhas até aos 100 hectares que hoje cultivamos nas férteis regiões de Cima-Corgo e Douro Superior; e para honrarmos (ou dignificarmos) o seu incomparável sabor, ampliámos e equipámos a adega com tecnologia vinícola de ponta, sob a direcção da enóloga da família, a Cláudia. O resultado são vinhos que sabem ao xisto onde nasceram, ao sol que os amadureceu, à gente que os colheu. Com mais de um século de vida dedicada ao vinho, Quevedo é muito mais que uma marca, é uma família que vive para o vinho e se orgulha de oferecer ao mundo o melhor que o Douro tem.