Finalmente Acabou a Vindima Na Quevedo
Finalmente podemos dizer que acabou a vindima de 2008! Ontem encubámos a última cuba, 10 dias depois de termos terminado a recolha das uvas. Como dizemos aqui no Douro: até à lavagem dos cestos é vindima!
Este ano a vindima começou dia 8 de Setembro. Comparando com os anos anteriores não começámos muito cedo, mas como este ano a maturação não foi muito regular - foi mesmo um ano atípico - tivemos de tomar a decisão de iniciar a vindima sem graduações muito altas. Como tínhamos informado na altura, começámos no Douro Superior - na Quinta das Olgas, com graduações em redor dos 12,6º Bé e dos 13,4º Bé. Seguiu-se a Quinta da Alegria, e depois ainda esperámos cerca de 3 dias para iniciar na Quinta Vale D’Agodinho (que começou no dia 16 de Setembro), nessa altura as graduações nesta Quinta estavam idênticas às das uvas das Quintas anteriores.
Entretanto parámos novamente a vindima cerca de 10 dias, e só recomeçámos no dia 6 de Outubro, nas propriedades mais altas, as que se situam em S. João da Pesqueira, a cerca de 620 metros de altitude. Mais uma vez o Verão pouco quente não deixou que as uvas atingissem graus elevados, uvas essas que chegavam à adega com cerca de 12,0º Bé a 12,5º Bé. Mas em contrapartida tínhamos vinhos frutados, com pH baixos e a acidez total alta, e a cor apesar de tudo também era boa.
Deixámos a Quinta da Trovisca para o fim (para o dia 16 de Outubro), com os seus talhões monocastas (onde temos a touriga nacional, a touriga franca, a tinta roriz e o sousão), e foi uma boa aposta pois as uvas entraram com uma média de 12,3º Bé a 13,2º Bé, com aromas muito bons e uma cor excelente.
Posso dizer que a vindima foi longa mas acabou por não ser muito cansativa. Estas paragens na recepção das uvas acabam por nos deixar um pouco mais de espaço para fazermos outras coisas. E tendo em conta os problemas de maturação, o ano acabou por ser de qualidade boa. contudo resta-nos aguardar pela evolução dos vinhos e fazer com que os mesmos se tornem excelentes.
Agora é tempo de reflectir, de nos reorganizarmos e de voltarmos outra vez ao trabalho, pois o Natal está a chegar, e como manda a tradição na noite de consoada não pode faltar uma garrafa de Vinho do Porto na mesa dos portugueses para brindarem o nascimento do Menino Jesus. E temos que enviar as nossas garrafas para aqueles que querem celebrar com Quevedo!
Até breve
Cláudia Quevedo
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Em 1991 Quevedo fez-se marca, sucedendo a gerações de dedicada paixão pela vinha e pelo vinho. Desde então fundámos a nossa estratégia na sabedoria dessa tradição. Assim, para garantirmos as melhores uvas ano após ano, começámos por estender as nossas vinhas até aos 100 hectares que hoje cultivamos nas férteis regiões de Cima-Corgo e Douro Superior; e para honrarmos (ou dignificarmos) o seu incomparável sabor, ampliámos e equipámos a adega com tecnologia vinícola de ponta, sob a direcção da enóloga da família, a Cláudia. O resultado são vinhos que sabem ao xisto onde nasceram, ao sol que os amadureceu, à gente que os colheu. Com mais de um século de vida dedicada ao vinho, Quevedo é muito mais que uma marca, é uma família que vive para o vinho e se orgulha de oferecer ao mundo o melhor que o Douro tem. 
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