Deslizamento de terras põe à mostra raízes das videiras: consequência de um Inverno chuvoso
Os elevados níveis de chuva durante o primeiro trimestre deste ano deixaram marcas indeléveis nas nossas vinhas. Nunca sabemos qual é o nível ideal de chuva. Por um lado, se chover muito, as videiras têm disponivel no solo bons níveis de humidade, permitindo aguentar melhor o Verão quente e seco do Douro. Por outro lado, demasiada chuva provoca, entre outras coisas, deslizamentos de terras e consequente destruição de socalcos. Na foto podem ver que esta videira da Quinta da Trovisca continua a produzir uvas, mas este socalco tem de ser reparado.
S. João da Pesqueira tem registado temperaturas máximas superiores a 35ª todos os dias desde o início da semana. Na Quinta Vale d’Agodinho, que está ao lado do rio, há dois dias, às 19.00 o termómetro marcava 41º. As pessoas do Douro estão habituadas a estas temperaturas. E as videiras também. O problema é que as altas temperaturas, sem noites frescas, que é o caso, fazem com que a videira tenha mais dificuldades em manter um equilíbrio na maturação das uvas. Obtêm-se níveis mais baixos de acidez, reduzindo a frescura dos mostos, e posteriormente, o potencial de envelhecimento do vinho. O pintor, ou mudança da cor das uvas, começou há duas semanas nas videiras mais próximas do rio e vai agora lentamente deslocando-se para as vinhas no cimo da montanha. Nos próximos posts vou falar de maturação, rendimento, açúcar e acidez das uvas, para que possamos ter uma ideia mais clara sobre o que esperar da qualidade e quantidade da vindima de 2010.
Tem alguma visita planeada ao Douro para esta vindima? Avise, estamos à sua espera!
Oscar
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Em 1991 Quevedo fez-se marca, sucedendo a gerações de dedicada paixão pela vinha e pelo vinho. Desde então fundámos a nossa estratégia na sabedoria dessa tradição. Assim, para garantirmos as melhores uvas ano após ano, começámos por estender as nossas vinhas até aos 100 hectares que hoje cultivamos nas férteis regiões de Cima-Corgo e Douro Superior; e para honrarmos (ou dignificarmos) o seu incomparável sabor, ampliámos e equipámos a adega com tecnologia vinícola de ponta, sob a direcção da enóloga da família, a Cláudia. O resultado são vinhos que sabem ao xisto onde nasceram, ao sol que os amadureceu, à gente que os colheu. Com mais de um século de vida dedicada ao vinho, Quevedo é muito mais que uma marca, é uma família que vive para o vinho e se orgulha de oferecer ao mundo o melhor que o Douro tem.