Provar vinhos é fixe
Há uns dias atrás estava no trabalho quando a minha colega Ame começou a falar de vinhos. No início permaneci no meu lugar a escutar atentamente. Ela estava a explicar que começou a gostar de vinhos graças a uma prova de vinhos. Até esse dia nunca tinha bebido vinho porque associava o vinho a uma bebida de velhos. Mas nessa noite tudo mudou.
Os anfitriões do evento decidiram tornar a ocasião numa prova semi-profissional e prepararam questionários com guias para iniciados (“Qual é a aparência do vinho? Está limpo? Como se comporta o anel que o vinho forma em contacto com as paredes do copo? Cai rapidamente? Mais lentamente?…”) Cada convidado trouxe uma garrafa envolta em papel de alumínio (para evitar influências de marcas ou de rótulos) e o menu estava bem definido: aperitivos; salada de queijo de cabra como primeiro prato; lasanha de cogumelos como segundo prato; brownie com gelado de baunilha de sobremesa.
Quando a minha colega chegou, apercebeu-se que apenas dois convidados sabiam alguma coisa sobre vinhos. Os restantes também eram principiantes. Afinal não estava sozinha no concurso!! Começaram a prova de vinhos, acompanhando com diversos tipos de pães espanhóis e presunto ibérico (ainda que não tivessem comido muito presunto para evitar misturas de aromas e sabores). O anfitrião começou a falar da aparência do vinho e deixou algumas indicações sobre as possíveis características que com a prova gustativa poderiam apreciar. Depois passaram à fase olfactiva. Aqui a minha colega disse que lhe parecia muito difícil definir o aroma e optou por escutar atentamente as indicações do anfitrião. Depois de provarem o vinho repetiram o processo para cada um dos outros vinhos que tinham: 6 no total. Quando terminaram de provar classificaram cada um deles. O quarto acabou por ser o preferido dela. E quando retiraram o papel de alumínio… SURPRESA!!! Era o vinho mais barato!! Tinha explicação, os provadores mais jovens preferem vinhos mais fáceis de beber. Mas depois acrescentou que nas provas cegas que posteriormente fez preferiu já vinhos mais elaborados. Agora é quase uma “expert”!
O evento acabou por ser um completo sucesso. É engraçado ver como uma coisa tão tradicional como provar vinho pode acabar sendo muito cosmopolita. Quando me acabou de contar a história não pude deixar de lhe falar na Quevedo. Ela está com muita vontade de visitar o Douro e provavelmente em dois meses possamos ir juntos a S. João da Pesqueira e mostrar-lhe o processo de elaboração do Vinho do Porto. Mas antes vamos organizar uma prova de vinhos na minha casa com o Óscar (Jr.) como anfitriões, e divertir-nos com as particularidades dos vinho Quevedo. Espero que ela goste!!
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