Como está a envelhecer o nosso Vinho do Porto de uma única casta

Sinceramente não sei como estão a envelhecer os Vinhos do Porto feitos a partir de Touriga Nacional, Touriga Franca, Sousão, Tinto Cão and Tinta Roriz. Encontram-se já em barris de 250 litros e depois do Natal vamos fazer a primeira prova. Algum voluntário para nos ajudar? Entretanto, pedi aos meus amigos que partilhassem connosco o que esperam dos vinhos que ajudaram a fazer. Aqui ficam algum comentários das equipas:
Elisabete Pereira da equipa Sousão
Toda a experiência foi fantástica. Nos anos anteriores nós só assistíamos ao início da colheita, mas este ano vimos todo o processo: desde a limpeza das caixas até ao pisar manual das uvas. Só agora sabemos realmente o que é necessário para criar um Porto Quevedo a partir de excelentes uvas, apanhadas cuidadosamente por quatro mulheres e feito apenas de uvas Sousão. Agora necessita apenas de muitos anos de descanso para ficar com um sabor único. A equipa Sousão recomenda esta experiência a qualquer pessoa que queira passar um simpático, relaxante e diferente fim-de-semana.
Marta Palmeira da equipa Touriga Franca
632 kg de uvas resultarão no melhor vinho do Porto feito a partir da casta Touriga Franca dos últimos anos. O tempo de fermentação foi o melhor das cinco castas. A aguardente também ajudou. Mas o verdadeiro sabor virá do fruto do trabalho de seis mãos pouco calejadas por este trabalho, e pelo ritmo lento e cansado dos pés e pernas do Dani, do António, da pequena Sara e meus. Para o ano provamos. E deliciar-nos-emos! Tchim Tchim.
Diana, Ervilha, Manjas e Pedro da equipa Tinta Roriz:
Tinta Roriz, sete valados e meio
As uvas Tinta Roriz foram vindimadas por um trio-e-meio, pois uma de nós levou um bébé na barriga. Talvez pensando nisso, o Óscar propos-nos uma casta com cachos gigantes, plenos de sabor, que encheram os 20 caixotes em menos de uma hora; depois disso, fomos ajudar os grupos Sousão e Touriga Franca, que se debatiam com escassez de uvas e alguma molenguice.
Chegados à adega, depois do almoço, despejámos os caixotes para o desengaçador e recolhemos o mosto numa tina, que ficou cheia até à altura dos joelhos. Entretanto, fomos ao habitual mergulho no Douro, e voltámos à noite para pisar as uvas que há umas horas tinhamos colhido. Daqui a um ano, fazemos um brinde!
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Em 1991 Quevedo fez-se marca, sucedendo a gerações de dedicada paixão pela vinha e pelo vinho. Desde então fundámos a nossa estratégia na sabedoria dessa tradição. Assim, para garantirmos as melhores uvas ano após ano, começámos por estender as nossas vinhas até aos 100 hectares que hoje cultivamos nas férteis regiões de Cima-Corgo e Douro Superior; e para honrarmos (ou dignificarmos) o seu incomparável sabor, ampliámos e equipámos a adega com tecnologia vinícola de ponta, sob a direcção da enóloga da família, a Cláudia. O resultado são vinhos que sabem ao xisto onde nasceram, ao sol que os amadureceu, à gente que os colheu. Com mais de um século de vida dedicada ao vinho, Quevedo é muito mais que uma marca, é uma família que vive para o vinho e se orgulha de oferecer ao mundo o melhor que o Douro tem. 
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