Há mais “Vinho do Porto” no mundo para além do produzido no Douro?
Durante a minha viagem a Hong Kong, houve uma coisa que me deixou triste. Durante os últimos quatro ou cinco anos tenho-me apercebido do quão difícil é criar uma marca. Como alguém dizia, “só os primeiros 100 anos são difícies.” E isto é ainda mais acertado para Vinho do Porto.Levou muitos anos para que o Vinho do Porto fosse conhecido, reconhecido e apreciado em todo o mundo. Mas conseguiu alcançar tão ousado feito. É actualmente um dos vinhos com mais reconhecimento, associado a qualidade, distinção e até um certo requinte. Por isso nós portugueses devemos estar orgulhosos por fazermos um dos mais valiosos vinhos do mundo.
Contudo, e há sempre um “mas” nestas coisas, o sucesso que alcançado pelos nossos antepassados na criação de tão nobre vinho, atraiu outros para a replicação do original. Quase todos os países do Novo-Mundo têm a sua cópia de Porto: Argentina, África do Sul, Austrália ou EUA. Não seria um problema para ninguém se criassem as suas próprias designações para os seus vinhos fortificados. Chamem-lhe Mendoza 20%, Stallenbosch Nobre, Barossa Fortificado ou Napa Doce, but Porto é que não. O Vinho do Porto é aquele feito em 41.700 hectares no Douro, em Portugal.
Os EUA começaram já a legislar contra a utilização de designações europeias de vinhos ou relacionados com a sua produção, proibindo a utilização da palavra “Port” nos seus vinhos fortificados. Mas muito trabalho político e legal terá ainda de ser feito noutros países. Espero encontrar um único tipo de Vinho do Porto da próxima vez que for a Hong Kong, o nosso do Douro.
Oscar
If you enjoyed this post, please consider to leave a comment or subscribe to the feed and get future articles delivered to your feed reader.
Comments
Don’t be too sad, Oscar, as Australia is re-branding fortifieds. Sherry & Tokay have been renamed Apera & Topaque, Champagne (& many other French terms) is never used and Port is next on the list. To be honest, many Port-style wines in Australia are no longer labelled Port anyway so hopefully this change will happen sooner rather than later.
Hi Alex,
Good to know Australia is already working on re-branding fortifieds. In any case, I think any change in the legislation will come late and after some confusion be inflicted to the consumers. But better late than never.
Thank you for your comments, from a WSET’s A A Calem Port Award
[...] Is there more “Port Wine” in the world besides the one produced in the Douro? (quevedoportwine.com) [...]






Em 1991 Quevedo fez-se marca, sucedendo a gerações de dedicada paixão pela vinha e pelo vinho. Desde então fundámos a nossa estratégia na sabedoria dessa tradição. Assim, para garantirmos as melhores uvas ano após ano, começámos por estender as nossas vinhas até aos 100 hectares que hoje cultivamos nas férteis regiões de Cima-Corgo e Douro Superior; e para honrarmos (ou dignificarmos) o seu incomparável sabor, ampliámos e equipámos a adega com tecnologia vinícola de ponta, sob a direcção da enóloga da família, a Cláudia. O resultado são vinhos que sabem ao xisto onde nasceram, ao sol que os amadureceu, à gente que os colheu. Com mais de um século de vida dedicada ao vinho, Quevedo é muito mais que uma marca, é uma família que vive para o vinho e se orgulha de oferecer ao mundo o melhor que o Douro tem. 
Oscar,
I couldn’t agree more. Port is from Portugal, period, end of story!
andy