Conclusões de uma experiência com Vinho do Porto monovarietal

Todos sabemos que a alma do Vinho do Porto está nos lotes, na diversidade: diferentes vinhas, pipos, colheitas e, claro, castas. Tudo isto pelo objectivo de ter um lote mais complexo e harmonioso. Desde há muito tempo que as vinhas do Douro estão plantadas com diferentes castas, algumas bem conhecidas, outras discretamente presentes. No total há mais de 80 variedades de uva.
Na última vindima desafiei a minha irmã Cláudia para fazermos Vinhos do Porto monovarietais com as 5 castas que temos plantadas por talhões. Quatro dessas castas provêm da Quinta da Trovisca – Touriga Nacional, Touriga Franca, Sousão e Tinta Roriz – enquanto que o Tinto Cão está plantado ao longo de um socalco na Quinta Vale d’Agodinho. Com a ajuda dos meus amigos da Faculdade dedicámos um fim-de-semana à vindima e pisa destas uvas.
Agora é tempo de avaliar a experiência e retirar algumas conclusões:
1ª – 9 meses não é nada na hora de avaliar um Vinho do Porto; qualquer conclusão retirada agora está sujeita a revisão
2ª – A casta Tinto Cão é como uma Senhora, gosta de se vestir de forma elegante com vestidos alusivos a flores, mas pode apanhar uma constipação com qualquer brisa de oxigénio
3ª – A Touriga Franca é uma jogadora de equipa, sozinha não se destaca, mas com um pequena colaboração de outros jogadores organiza e retira o melhor de todo o grupo
4ª – O Sousão é como um boa amigo que temos à distância mas que temos a certeza que sempre nos acompanhará durante a nossa vida; nem sempre está presente, mas aparece quando precisamos dele
5ª – A Tinta Roriz é como a nossa mãe, dá-nos um pouco de tudo do que precisamos
6ª – A Touriga Nacional é como a cereja no cimo do bolo; a massa pode ser excelente, mas a cereja torna-o especial
7ª – Nenhuma destas castas é suficientemente boa para jogar sozinha; mas com alguma inspiração podemos fazer uma boa orquestra, que dentro de alguns anos pode dar um grande espectáculo
8ª – Fazer lotes é divertido e aprendes muito, a sério…
Vem visitar-nos e faz o teu lote!
Oscar
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Em 1991 Quevedo fez-se marca, sucedendo a gerações de dedicada paixão pela vinha e pelo vinho. Desde então fundámos a nossa estratégia na sabedoria dessa tradição. Assim, para garantirmos as melhores uvas ano após ano, começámos por estender as nossas vinhas até aos 100 hectares que hoje cultivamos nas férteis regiões de Cima-Corgo e Douro Superior; e para honrarmos (ou dignificarmos) o seu incomparável sabor, ampliámos e equipámos a adega com tecnologia vinícola de ponta, sob a direcção da enóloga da família, a Cláudia. O resultado são vinhos que sabem ao xisto onde nasceram, ao sol que os amadureceu, à gente que os colheu. Com mais de um século de vida dedicada ao vinho, Quevedo é muito mais que uma marca, é uma família que vive para o vinho e se orgulha de oferecer ao mundo o melhor que o Douro tem.